Lesão Arterial Braquial: Sinais e Conduta Imediata

HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2024

Enunciado

Paciente masculino, 25 anos, é admitido no PS com ferimento corto-contuso extenso em face anterior do braço esquerdo proximal, vítima de agressão por facão em briga de bar. Ao exame físico apresenta vias aéreas pérvias, ausculta pulmonar normal e boa saturação de O2, taquicardia e hipotensão que responde à reposição volêmica, agitação psicomotora, mas GCS=15. A ferida apresenta sangramento moderado, melhora com compressão, mas a mão esquerda está pálida, fria e sem pulsos palpáveis. Sobre o caso, assinale o correto diagnóstico e conduta:

Alternativas

  1. A) Lesão da artéria braquial, angiotomografia arterial do membro.
  2. B) Lesão da artéria braquial, ecodoppler colorido.
  3. C) Lesão de veia braquial, tratamento conservador.
  4. D) Lesão de veia braquial, tratamento cirúrgico imediato.
  5. E) Lesão da artéria braquial, exploração cirúrgica imediata.

Pérola Clínica

Trauma em membro + mão pálida, fria, sem pulsos → Lesão arterial grave = Exploração cirúrgica imediata.

Resumo-Chave

A presença de mão pálida, fria e sem pulsos palpáveis após um ferimento corto-contuso extenso no braço são "hard signs" de lesão arterial grave, indicando isquemia aguda do membro. Nesses casos, a exploração cirúrgica imediata é prioritária para revascularização e salvamento do membro, sem atrasos para exames de imagem.

Contexto Educacional

O trauma vascular de membros é uma emergência cirúrgica que exige reconhecimento rápido e intervenção imediata para preservar a função e a viabilidade do membro. Ferimentos corto-contusos extensos, como o descrito, têm alto potencial de lesão de estruturas neurovasculares importantes. A avaliação inicial segue os princípios do ATLS, com foco na estabilização hemodinâmica do paciente. No exame físico, a presença de "hard signs" de lesão vascular é determinante para a conduta. No caso, a mão pálida, fria e sem pulsos palpáveis são sinais inequívocos de isquemia aguda grave, indicando interrupção do fluxo arterial. Estes achados são mais importantes do que a resposta inicial à reposição volêmica, que pode mascarar a gravidade da lesão local. Diante de "hard signs" de isquemia, a exploração cirúrgica imediata é a conduta padrão ouro. Atrasar a cirurgia para realizar exames complementares como angiotomografia ou ecodoppler colorido pode levar à perda irreversível do membro devido ao tempo de isquemia. O objetivo principal é a revascularização o mais rápido possível para restaurar o fluxo sanguíneo e salvar o membro.

Perguntas Frequentes

Quais são os "hard signs" de lesão vascular que indicam cirurgia imediata?

Os "hard signs" incluem sangramento pulsátil, hematoma expansivo, sopro/frêmito sobre a lesão, isquemia distal (ausência de pulsos, palidez, parestesia, paralisia, dor) e hemorragia ativa.

Por que a exploração cirúrgica é preferível a exames de imagem em casos de isquemia aguda?

Em casos de isquemia aguda com "hard signs", o atraso para realizar exames de imagem pode levar à perda do membro. A exploração cirúrgica imediata permite o controle da hemorragia e a revascularização rápida.

Qual a importância da avaliação da perfusão distal em traumas de membros?

A avaliação da perfusão distal (pulsos, temperatura, coloração, sensibilidade, motricidade) é crucial para identificar lesões arteriais que podem comprometer a viabilidade do membro, exigindo intervenção urgente.

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