Leptospirose: Notificação e Tratamento na Atenção Primária

Pontifícia Universidade Católica do Paraná - Campus Curitiba — Prova 2026

Enunciado

Após fortes chuvas e enchentes em um município de médio porte, diversos pacientes começaram a procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) com febre, mialgia intensa e cefaleia. Um dos pacientes, agricultor de 42 anos, relata contato direto com águas de enchente nos últimos dias. A equipe de saúde levanta a suspeita de leptospirose e discute a melhor conduta em termos clínicos e de vigilância. Qual deve ser a orientação CORRETA da equipe?

Alternativas

  1. A) A notificação é obrigatória apenas nos casos graves de leptospirose, com insuficiência renal ou hemorragia pulmonar, sendo dispensável em casos leves atendidos na atenção primária.
  2. B) A conduta inicial deve priorizar exames confirmatórios, como sorologia de microaglutinação (MAT), antes de iniciar qualquer antibiótico ou realizar a notificação compulsória do caso.
  3. C) O paciente deve ser notificado imediatamente como caso suspeito de leptospirose, iniciar tratamento empírico com antibiótico adequado (ex.: doxiciclina ou penicilina) e receber suporte clínico, além de serem reforçadas ações de vigilância ambiental no território.
  4. D) O tratamento deve ser restrito ao ambiente hospitalar, mesmo em casos leves, já que o uso de antibióticos na atenção primária pode mascarar o diagnóstico definitivo.
  5. E) A notificação só deve ser feita após resultado laboratorial positivo, já que a notificação baseada apenas em critérios clínicos não é aceita no sistema de vigilância epidemiológica.

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