SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2015
Em períodos chuvosos com inundações, são comuns os casos de leptospirose em nosso meio. Características clinicolaboratoriais são fundamentais para o diagnóstico presuntivo dessa condição, antes que o diagnóstico sorológico seja disponível. Qual das características abaixo NÃO costuma ser observada em casos graves de leptospirose?
Leptospirose grave (Weil): IRA com hipocalemia, hemorragia pulmonar e meningite são comuns; anemia hemolítica Coombs+ NÃO é típica.
A leptospirose grave, ou Síndrome de Weil, é caracterizada por icterícia, insuficiência renal aguda (frequentemente não oligúrica com hipocalemia) e manifestações hemorrágicas, incluindo hemorragia pulmonar. Meningite asséptica e miocardite também são complicações possíveis. Anemia hemolítica Coombs positivo não é uma característica comum ou esperada.
A leptospirose é uma zoonose de distribuição mundial, com maior incidência em regiões tropicais e subtropicais, especialmente após enchentes e inundações. É um tema de grande relevância para a saúde pública e para provas de residência, dada a sua gravidade e o amplo espectro de manifestações clínicas. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para reduzir a mortalidade, que pode ser alta em casos graves. A fisiopatologia da leptospirose envolve a invasão de diversos órgãos pela bactéria Leptospira, causando vasculite e dano endotelial. As formas graves, conhecidas como Síndrome de Weil, são caracterizadas pela tríade de icterícia, insuficiência renal e manifestações hemorrágicas. A insuficiência renal aguda é tipicamente não oligúrica e pode cursar com hipocalemia, devido ao comprometimento tubular. A hemorragia pulmonar é uma complicação grave e potencialmente fatal. Outras manifestações incluem meningite asséptica (linfomonocitária), miocardite e rabdomiólise. A anemia hemolítica autoimune (Coombs positivo), no entanto, não é uma característica comum da leptospirose, sendo um ponto importante para o diagnóstico diferencial. O tratamento da leptospirose baseia-se na antibioticoterapia (penicilina, doxiciclina ou ceftriaxona) e medidas de suporte intensivo para as complicações orgânicas. O prognóstico depende da gravidade da doença e da rapidez com que o tratamento é instituído. Residentes devem estar aptos a reconhecer as características clínicas e laboratoriais da leptospirose, especialmente em contextos epidemiológicos favoráveis, para iniciar a conduta apropriada antes da confirmação sorológica.
A leptospirose grave, conhecida como Síndrome de Weil, é caracterizada por icterícia, insuficiência renal aguda (frequentemente não oligúrica e com hipocalemia), e manifestações hemorrágicas, que podem incluir hemorragia pulmonar, petéquias e equimoses.
A insuficiência renal aguda na leptospirose é frequentemente de origem tubular, com nefrite intersticial. O dano tubular pode levar à perda de potássio, resultando em hipocalemia, o que é uma característica distintiva em comparação com outras causas de IRA que frequentemente cursam com hipercalemia.
A hemorragia pulmonar é uma complicação grave e potencialmente fatal da leptospirose, especialmente em surtos epidêmicos. Pode se manifestar como tosse com hemoptise, dispneia e infiltrados pulmonares difusos, exigindo reconhecimento e tratamento urgentes.
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