Leptospirose Grave: Marcadores Clínicos e Diagnóstico

HVV - Hospital Vaz Monteiro - Lavras (MG) — Prova 2025

Enunciado

A leptospirose é uma doença infecciosa causada por bactérias do gênero Leptospira, transmitida principalmente pelo contato com água ou solo contaminados por urina de animais infectados. Sobre o diagnóstico diferencial e características clínicas da leptospirose, analise afirmativas: 1. A leptospirose ictérica apresenta níveis extremamente elevados de aminotransferases, superiores a 1.000 U/L. 2. A hipoalbuminemia é um achado comum na leptospirose e pode ser utilizada como critério diagnóstico exclusivo. 3. A Creatinofosfoquinase (CPK) elevada é uma característica frequente em casos graves de leptospirose. Considerando-se as afirmativas como verdadeiras (V) ou falsas (F), a alternativa CORRETA é:

Alternativas

  1. A) V, V, V.
  2. B) V, F, F.
  3. C) F, F, V.
  4. D) F, F, F.

Pérola Clínica

Leptospirose grave: CPK ↑, aminotransferases geralmente < 500 U/L, icterícia desproporcional.

Resumo-Chave

A leptospirose grave, ou Síndrome de Weil, cursa com icterícia, insuficiência renal e hemorragias. A elevação da CPK é um marcador importante de lesão muscular, enquanto as aminotransferases hepáticas não costumam atingir níveis muito elevados, diferenciando-a de outras hepatites.

Contexto Educacional

A leptospirose é uma zoonose de distribuição mundial, com maior incidência em regiões tropicais e subtropicais, transmitida pelo contato com água ou solo contaminados pela urina de animais infectados. Sua apresentação clínica é variada, desde formas anictéricas leves até a forma grave, conhecida como Síndrome de Weil, que cursa com icterícia, insuficiência renal e hemorragias, representando um desafio diagnóstico e terapêutico para estudantes e residentes. O diagnóstico da leptospirose baseia-se na epidemiologia, quadro clínico e exames laboratoriais. A suspeita deve ser alta em pacientes com febre, mialgia intensa, cefaleia e história de exposição ambiental. Laboratorialmente, a Síndrome de Weil caracteriza-se por hiperbilirrubinemia (predomínio direto), elevação da creatinofosfoquinase (CPK) devido à rabdomiólise, e insuficiência renal aguda. É crucial notar que as aminotransferases hepáticas, ao contrário de outras hepatites, raramente ultrapassam 500 U/L, mesmo na presença de icterícia intensa. O tratamento da leptospirose envolve antibioticoterapia (penicilina G ou doxiciclina) e suporte clínico intensivo, especialmente nos casos graves com disfunção orgânica. A identificação precoce dos marcadores laboratoriais, como a CPK elevada e o padrão de aminotransferases, é fundamental para o diagnóstico diferencial e para guiar a conduta terapêutica, melhorando o prognóstico e evitando complicações como a insuficiência renal e o choque.

Perguntas Frequentes

Quais são os achados laboratoriais típicos da leptospirose grave?

Na leptospirose grave, é comum encontrar hiperbilirrubinemia (predomínio direto), elevação da CPK, insuficiência renal (creatinina e ureia elevadas) e, por vezes, trombocitopenia. As aminotransferases hepáticas geralmente são moderadamente elevadas.

Como diferenciar a icterícia da leptospirose de outras causas de hepatite?

A icterícia na leptospirose é predominantemente colestática, com bilirrubinas muito elevadas e aminotransferases apenas moderadamente elevadas (<500 U/L), um padrão diferente das hepatites virais agudas que cursam com aminotransferases >1000 U/L.

Por que a CPK está elevada na leptospirose?

A elevação da CPK na leptospirose é um indicativo de rabdomiólise, uma lesão muscular direta causada pela bactéria ou suas toxinas, que pode contribuir para a insuficiência renal aguda.

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