ENARE/ENAMED — Prova 2025
Durante a tragédia das enchentes no estado do Rio Grande do Sul em 2024, ocorreram vários casos de leptospirose que acometeram principalmente voluntários que atuaram no resgate da população atingida.A insuficiência renal causada pela doença tem como lesão histopatológica:
Insuficiência renal por Leptospirose → Nefrite tubulointersticial é a lesão histopatológica característica.
A insuficiência renal aguda é uma complicação comum e grave da leptospirose, especialmente na forma grave (Síndrome de Weil). A lesão histopatológica renal característica é a nefrite tubulointersticial, com infiltrado inflamatório e edema no interstício, além de necrose tubular aguda em casos mais avançados, levando à disfunção tubular e glomerular.
A leptospirose é uma zoonose bacteriana de distribuição global, com surtos frequentes após enchentes, como o ocorrido no Rio Grande do Sul em 2024. A epidemiologia está ligada à exposição a água ou solo contaminados pela urina de animais infectados. A importância clínica reside na sua capacidade de causar uma ampla gama de manifestações, desde quadros leves e anictéricos até a forma grave, a Síndrome de Weil, caracterizada por icterícia, insuficiência renal e hemorragias. A fisiopatologia da leptospirose envolve a penetração da bactéria Leptospira interrogans através de mucosas ou pele lesada, disseminando-se pela corrente sanguínea e atingindo diversos órgãos. No rim, a lesão característica é a nefrite tubulointersticial, com infiltrado inflamatório e edema no interstício renal, além de necrose tubular aguda em casos mais severos, resultando em disfunção tubular e glomerular. O diagnóstico é feito por sorologia ou PCR. O tratamento da leptospirose envolve antibioticoterapia (penicilina G ou doxiciclina) e suporte clínico, especialmente para a insuficiência renal, que pode exigir diálise. O prognóstico depende da gravidade da doença e da prontidão do tratamento. Pontos de atenção incluem a prevenção em áreas de risco e a alta suspeição diagnóstica em pacientes com história de exposição e sintomas compatíveis.
As manifestações renais da leptospirose incluem insuficiência renal aguda, que pode variar de leve a grave, com oligúria ou anúria, e distúrbios eletrolíticos, como hipocalemia e hiponatremia.
A Leptospira causa dano renal por ação direta de toxinas e pela resposta inflamatória do hospedeiro, levando a nefrite tubulointersticial, com infiltrado de monócitos e linfócitos, edema intersticial e, em casos graves, necrose tubular aguda.
O diagnóstico precoce é crucial para iniciar o tratamento com antibióticos (penicilina, doxiciclina) e suporte renal, prevenindo a progressão para formas graves da doença, como a Síndrome de Weil, que tem alta mortalidade.
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