IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020
Um paciente de 14 anos apresenta história de febre, cefaleia, dor abdominal, náuseas e mialgia há 4 dias, após um almoço de domingo. Apresenta história de banho em cava há 4 semanas. Exame físico: prostrado, Tax = 38°C, dor à palpação do abdome e dor muscular generalizada. Considerando os critérios da notificação e investigação de agravos de notificação compulsória do Ministério da Saúde, assinale a alternativa correta quanto aos procedimentos de notificação e investigação do caso:
Leptospirose suspeita: exposição + sintomas febris/mialgia → notificação em 7 dias + ATB + coleta laboratorial.
A história de exposição a água contaminada (banho em cava) somada a sintomas inespecíficos como febre, cefaleia e mialgia, dentro do período de incubação, configura um caso suspeito de leptospirose. Nesses casos, a notificação compulsória (em até 7 dias), a coleta de exames e o início da antibioticoterapia são mandatórios.
A leptospirose é uma zoonose bacteriana de distribuição mundial, causada por espiroquetas do gênero Leptospira, transmitida principalmente pelo contato com água ou solo contaminados pela urina de animais infectados, especialmente roedores. No Brasil, é uma doença endêmica, com surtos relacionados a enchentes. O período de incubação varia de 1 a 30 dias, com média de 5 a 14 dias. A doença pode apresentar um amplo espectro clínico, desde formas assintomáticas ou leves (fase anictérica) até formas graves (Síndrome de Weil), com icterícia, insuficiência renal e hemorragias. O diagnóstico da leptospirose é baseado na suspeita clínica, epidemiológica e laboratorial. A história de exposição a fatores de risco, como banho em cavas ou contato com enchentes, é fundamental. Os sintomas iniciais são inespecíficos, como febre, cefaleia, mialgia intensa (principalmente em panturrilhas), náuseas e dor abdominal. A notificação de casos suspeitos à Vigilância Epidemiológica é compulsória e deve ser realizada em até 7 dias, permitindo o monitoramento da doença e a implementação de medidas de controle. O tratamento da leptospirose deve ser iniciado precocemente, com antibioticoterapia, para reduzir a gravidade e a duração da doença. Doxiciclina é a escolha para casos leves, e penicilina cristalina ou ceftriaxona para casos graves. Além da antibioticoterapia, o suporte clínico é essencial, especialmente em formas graves, que podem necessitar de diálise e manejo de complicações hemorrágicas. A coleta de material para confirmação laboratorial (sorologia ou PCR) é importante, mas não deve atrasar o início do tratamento.
Um caso suspeito de leptospirose envolve a presença de febre, cefaleia e mialgia (especialmente em panturrilhas), associada a uma história de exposição a fatores de risco, como contato com água ou lama de enchentes, esgoto, lixo ou roedores, dentro do período de incubação (1 a 30 dias).
A leptospirose é uma doença de notificação compulsória semanal. Portanto, um caso suspeito deve ser notificado à Vigilância Epidemiológica em até 7 dias a partir da data da suspeita clínica.
A antibioticoterapia para leptospirose deve ser iniciada o mais precocemente possível, preferencialmente nos primeiros 5 a 7 dias do início dos sintomas, mesmo antes da confirmação laboratorial, em casos de alta suspeita clínica. Isso pode reduzir a gravidade e a duração da doença.
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