Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2020
A menor mortalidade nos pacientes com lesão renal aguda na leptospirose está associada a:
LRA na leptospirose → Diálise precoce e diária ↓ mortalidade.
Na lesão renal aguda (LRA) associada à leptospirose, a intervenção precoce com diálise, preferencialmente diária, é crucial para reduzir a mortalidade. Isso permite um controle mais eficaz do balanço hidroeletrolítico e da uremia, prevenindo complicações graves que contribuem para o desfecho fatal.
A leptospirose é uma zoonose de distribuição mundial, com manifestações clínicas que variam de uma doença febril anictérica leve a formas graves, como a Síndrome de Weil, caracterizada por icterícia, disfunção renal e hemorragias. A lesão renal aguda (LRA) é uma complicação comum e grave, sendo um dos principais determinantes da mortalidade. O manejo da LRA na leptospirose exige atenção especial. Estudos e a prática clínica demonstram que a diálise precoce e diária está associada a uma menor mortalidade. Isso se deve à capacidade de remover toxinas urêmicas, corrigir distúrbios eletrolíticos e controlar o balanço hídrico de forma mais eficaz, prevenindo a progressão para falência de múltiplos órgãos. É crucial que os residentes reconheçam a importância da indicação oportuna da terapia renal substitutiva em pacientes com leptospirose e LRA. A sobrecarga hídrica, por exemplo, pode agravar a síndrome da angústia respiratória aguda (SARA) e as hemorragias pulmonares, comuns na doença. Portanto, a diálise não apenas trata a LRA, mas também contribui para o manejo global das complicações da leptospirose grave.
Os sinais incluem oligúria ou anúria, elevação da creatinina e ureia séricas, distúrbios eletrolíticos (hipercalemia) e acidose metabólica, frequentemente acompanhados de icterícia e hemorragias.
A diálise precoce ajuda a controlar rapidamente a uremia, a hipercalemia e a sobrecarga hídrica, prevenindo complicações cardiovasculares e neurológicas que são causas comuns de morte na leptospirose grave.
O tratamento antibiótico é mais eficaz na fase precoce (fase leptospirêmica). Na fase imune, os antibióticos podem ter um papel limitado, e o suporte orgânico, incluindo a diálise, torna-se mais crítico.
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