PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025
Um paciente de 45 anos, residente de uma área rural no Rio Grande do Sul, apresenta febre alta, dor muscular intensa (principalmente nas panturrilhas), icterícia e cefaleia há 5 dias. Ele relata que recentemente ajudou na limpeza de uma área alagada após uma enchente. No exame físico, o paciente apresenta sinais de desidratação, icterícia leve e dor à palpação muscular. Os exames laboratoriais mostram elevação de bilirrubina, transaminases, creatinina e leucocitose. A suspeita clínica é de leptospirose:
Leptospirose → MAT (padrão-ouro) com soroconversão (aumento 4x títulos) entre fases.
O diagnóstico definitivo da leptospirose baseia-se na sorologia (MAT), exigindo amostras pareadas para observar a elevação dos títulos de anticorpos, já que a fase inicial (leptospiremia) é curta.
A leptospirose é uma zoonose de importância global, transmitida pela urina de roedores infectados, comum em áreas com saneamento precário e após enchentes. A fisiopatologia envolve uma vasculite sistêmica. O diagnóstico laboratorial evolui de métodos diretos (cultura, PCR) na primeira semana para métodos indiretos (sorologia) após o 7º dia. O MAT é o padrão-ouro da OMS, permitindo identificar o sorovar infectante.
O MAT deve ser solicitado a partir do 7º dia de sintomas, mas a confirmação ideal ocorre com a coleta de duas amostras (fase aguda e convalescença) com intervalo de 14 dias para observar o aumento de quatro vezes nos títulos.
A hemocultura é útil apenas na fase inicial (leptospiremia), geralmente nos primeiros 5 a 7 dias, mas possui baixa sensibilidade e crescimento lento.
É a forma grave da doença, caracterizada pela tríade de icterícia rubínica, insuficiência renal aguda e hemorragia (frequentemente pulmonar).
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