Leptospirose Grave: Diagnóstico e Tratamento da Síndrome de Weil

SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2022

Enunciado

Um paciente de 35 anos de idade procurou o hospital com dor em panturrilhas e febril 38,5 °C. Ao longo da evolução hospitalar, passou a apresentar icterícia, hemorragia alveolar e insuficiência renal aguda. Assinale a alternativa que comtempla o diagnóstico e o tratamento.

Alternativas

  1. A) Síndrome de Good Pasture - plasmaférese.
  2. B) Leptospirose - imunoglobulina.
  3. C) Doença de Churg Strauss - Prednisona.
  4. D) Síndrome de Weil - ceftriaxona.
  5. E) Hantavírus - aciclovir.

Pérola Clínica

Leptospirose grave (Síndrome de Weil) = icterícia, IRA, hemorragia alveolar, febre, mialgia → Ceftriaxona.

Resumo-Chave

O quadro clínico de febre, dor em panturrilhas, icterícia, hemorragia alveolar e insuficiência renal aguda é altamente sugestivo de leptospirose grave, conhecida como Síndrome de Weil. Esta forma da doença é uma emergência médica que requer tratamento antibiótico imediato e suporte intensivo.

Contexto Educacional

A leptospirose é uma zoonose bacteriana causada por espiroquetas do gênero *Leptospira*, transmitida principalmente pelo contato com água ou solo contaminados pela urina de animais infectados, especialmente roedores. É uma doença de distribuição global, com maior incidência em regiões tropicais e subtropicais, frequentemente associada a enchentes e saneamento básico deficiente. A doença pode variar de uma forma subclínica a uma apresentação grave e potencialmente fatal. O quadro clínico da leptospirose é bifásico. A fase anictérica, mais comum, apresenta sintomas inespecíficos como febre, cefaleia, mialgia intensa (especialmente em panturrilhas), náuseas e vômitos. A fase grave, conhecida como Síndrome de Weil, ocorre em cerca de 5-10% dos casos e é caracterizada pela tríade de icterícia, insuficiência renal aguda e manifestações hemorrágicas, como hemorragia alveolar (pulmonar), que pode ser fatal. A icterícia é tipicamente rubínica, e a insuficiência renal pode ser oligúrica ou não oligúrica. O diagnóstico é clínico-epidemiológico e laboratorial, com exames como ELISA IgM e microaglutinação (MAT). O tratamento da leptospirose deve ser iniciado precocemente. Para casos leves, doxiciclina ou amoxicilina oral são opções. Para a forma grave, como a Síndrome de Weil, a antibioticoterapia parenteral é essencial, com ceftriaxona ou penicilina G sendo os fármacos de escolha. Além da antibioticoterapia, o manejo da Síndrome de Weil exige suporte intensivo para as disfunções orgânicas, incluindo diálise para insuficiência renal e ventilação mecânica para hemorragia pulmonar grave. O prognóstico depende da gravidade da doença e da rapidez do início do tratamento.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da leptospirose?

A leptospirose pode apresentar-se com febre alta, cefaleia, mialgia intensa (especialmente em panturrilhas), náuseas, vômitos e, em casos graves, icterícia, insuficiência renal aguda e fenômenos hemorrágicos.

O que caracteriza a Síndrome de Weil?

A Síndrome de Weil é a forma grave da leptospirose, caracterizada pela tríade de icterícia, insuficiência renal aguda e manifestações hemorrágicas (como hemorragia pulmonar ou cutânea), além de febre e mialgia.

Qual o tratamento de escolha para a leptospirose grave?

Para a leptospirose grave, o tratamento de escolha é a antibioticoterapia parenteral, sendo a ceftriaxona ou penicilina G as opções preferenciais. O suporte intensivo para as disfunções orgânicas também é fundamental.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo