SUS-RR - Sistema Único de Saúde de Roraima — Prova 2021
A Leptospirose é uma infecção aguda, causada por uma bactéria do gênero Leptospira. Qual a resposta correta?
Leptospirose grave: sinais de alerta incluem icterícia, hemorragias, dispneia, alterações urinárias e neurológicas.
A Leptospirose é uma zoonose com espectro clínico variado, desde formas anictéricas leves até a Síndrome de Weil grave. A identificação precoce dos sinais de alerta é fundamental para o manejo adequado, pois indicam o risco de complicações graves como insuficiência renal, hemorragia pulmonar e disfunção hepática, que requerem internação e suporte intensivo.
A Leptospirose é uma doença infecciosa de grande importância em saúde pública, causada por espiroquetas do gênero Leptospira. A transmissão ocorre principalmente pelo contato com água ou solo contaminados pela urina de animais infectados. O espectro clínico é amplo, variando de formas anictéricas leves e autolimitadas a quadros graves e potencialmente fatais, conhecidos como Síndrome de Weil. A fase inicial da doença, ou fase leptospirêmica, é caracterizada por febre, mialgia intensa (principalmente em panturrilhas), cefaleia e prostração. A identificação dos sinais de alerta é crucial para o prognóstico, pois indicam a progressão para a fase imune, onde ocorrem as manifestações mais graves devido à lesão de múltiplos órgãos. Estes sinais incluem icterícia, fenômenos hemorrágicos (especialmente pulmonares), dispneia, taquipneia, alterações urinárias (sugestivas de insuficiência renal), hipotensão, vômitos frequentes e alterações neurológicas. Pacientes com sinais de alerta devem ser internados para monitorização e tratamento intensivo, que inclui antibioticoterapia (penicilina cristalina ou ceftriaxona) e medidas de suporte para as disfunções orgânicas. O tratamento precoce com antibióticos é mais eficaz se iniciado nos primeiros 5-7 dias de sintomas, mas mesmo em fases mais avançadas, a antibioticoterapia é indicada para reduzir a carga bacteriana e prevenir novas lesões.
Os principais sinais de alerta incluem icterícia, fenômenos hemorrágicos (pulmonares, cutâneos), dispneia, taquipneia, alterações urinárias (oligúria, anúria), hipotensão, alterações do nível de consciência e vômitos frequentes.
A antibioticoterapia é mais eficaz se iniciada nos primeiros dias da doença. Em casos leves, pode ser oral; em casos graves ou com sinais de alerta, deve ser intravenosa e iniciada o mais rápido possível, mesmo antes da confirmação laboratorial.
As complicações mais graves incluem a Síndrome de Weil (icterícia, insuficiência renal e hemorragias), hemorragia pulmonar grave, miocardite, meningite e rabdomiólise, exigindo tratamento intensivo e suporte de órgãos.
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