CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2013
Com relação às lentes esferoprismáticas como auxílio para reabilitação de visão subnormal:
Lentes esferoprismáticas → prismas de base nasal (dioptrias prismáticas = esférica + 2) para compensar convergência.
Na reabilitação de visão subnormal, lentes positivas altas exigem prismas de base nasal para reduzir o esforço de convergência necessário na leitura de perto.
As lentes esferoprismáticas representam um dos principais auxílios ópticos para perto na reabilitação de pacientes com baixa visão (visão subnormal). Elas permitem a leitura binocular ao incorporar prismas que compensam a exoforia induzida pela proximidade do objeto. A base nasal é obrigatória nesses casos para 'trazer' a imagem para o ponto de fixação sem exigir esforço muscular excessivo do reto medial. Clinicamente, a escolha do poder esférico depende da acuidade visual residual do paciente e da ampliação necessária. A associação correta do prisma (P = D + 2) é fundamental para o sucesso da adaptação, garantindo que o paciente consiga manter a fusão sem astenopia severa. O conhecimento dessas proporções é essencial para oftalmologistas e ortoptistas que atuam em centros de reabilitação visual.
Lentes esféricas de alto poder positivo (usadas para magnificação em visão subnormal) exigem que o objeto seja colocado muito próximo aos olhos. Isso demanda um esforço de convergência excessivo que o paciente muitas vezes não consegue manter. Os prismas de base nasal deslocam a imagem para fora, aliviando a demanda de convergência e permitindo a fusão binocular confortável durante a leitura.
A regra clínica clássica para o cálculo do poder prismático em cada olho é utilizar o valor da dioptria esférica da lente somado a 2. Por exemplo, se a lente prescrita for de +8,00 DE, o prisma associado deve ser de 10 dioptrias prismáticas (8 + 2) com base nasal em cada olho.
Geralmente, as lentes esferoprismáticas são prescritas em poderes que variam de +4,00 DE até +10,00 ou +12,00 DE. Acima desses valores, a distância de trabalho torna-se tão reduzida e a aberração periférica tão alta que outros auxílios, como lupas ou sistemas monoculares, tornam-se preferíveis.
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