Lentes Esferoprismáticas na Visão Subnormal: Prescrição

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2013

Enunciado

Com relação às lentes esferoprismáticas como auxílio para reabilitação de visão subnormal:

Alternativas

  1. A) Prismas de base temporal são incorporados às lentes esféricas.
  2. B) Lentes de + 8,00 dioptrias-esféricas são, em geral, associadas a prismas de 10 dioptrias-prismáticas.
  3. C) O valor máximo de prescrição deve ser de 20 dioptrias-esféricas.
  4. D) O valor máximo de prescrição deve ser de 30 dioptrias-prismáticas.

Pérola Clínica

Lentes esferoprismáticas → prismas de base nasal (dioptrias prismáticas = esférica + 2) para compensar convergência.

Resumo-Chave

Na reabilitação de visão subnormal, lentes positivas altas exigem prismas de base nasal para reduzir o esforço de convergência necessário na leitura de perto.

Contexto Educacional

As lentes esferoprismáticas representam um dos principais auxílios ópticos para perto na reabilitação de pacientes com baixa visão (visão subnormal). Elas permitem a leitura binocular ao incorporar prismas que compensam a exoforia induzida pela proximidade do objeto. A base nasal é obrigatória nesses casos para 'trazer' a imagem para o ponto de fixação sem exigir esforço muscular excessivo do reto medial. Clinicamente, a escolha do poder esférico depende da acuidade visual residual do paciente e da ampliação necessária. A associação correta do prisma (P = D + 2) é fundamental para o sucesso da adaptação, garantindo que o paciente consiga manter a fusão sem astenopia severa. O conhecimento dessas proporções é essencial para oftalmologistas e ortoptistas que atuam em centros de reabilitação visual.

Perguntas Frequentes

Por que usar prismas de base nasal em lentes de visão subnormal?

Lentes esféricas de alto poder positivo (usadas para magnificação em visão subnormal) exigem que o objeto seja colocado muito próximo aos olhos. Isso demanda um esforço de convergência excessivo que o paciente muitas vezes não consegue manter. Os prismas de base nasal deslocam a imagem para fora, aliviando a demanda de convergência e permitindo a fusão binocular confortável durante a leitura.

Qual a regra prática para calcular o prisma em lentes esferoprismáticas?

A regra clínica clássica para o cálculo do poder prismático em cada olho é utilizar o valor da dioptria esférica da lente somado a 2. Por exemplo, se a lente prescrita for de +8,00 DE, o prisma associado deve ser de 10 dioptrias prismáticas (8 + 2) com base nasal em cada olho.

Até qual valor de dioptria esférica as lentes esferoprismáticas são eficazes?

Geralmente, as lentes esferoprismáticas são prescritas em poderes que variam de +4,00 DE até +10,00 ou +12,00 DE. Acima desses valores, a distância de trabalho torna-se tão reduzida e a aberração periférica tão alta que outros auxílios, como lupas ou sistemas monoculares, tornam-se preferíveis.

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