CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2023
Em relação às lentes esclerais, assinale a alternativa correta:
Toque central em lente escleral → ↑ Profundidade Sagital (SAG) para aumentar o vault.
Lentes esclerais devem sobrevoar a córnea sem tocá-la; ajustes de altura sagital são a chave para evitar compressão e toxicidade epitelial.
As lentes esclerais revolucionaram o tratamento de ectasias graves e doenças da superfície ocular. Sua principal característica é o apoio exclusivo na esclera, saltando completamente a córnea e o limbo. O parâmetro mais crítico na adaptação é a Altura Sagital (SAG). Se a lente toca o ápice da córnea, há risco de erosão e cicatrizes; portanto, aumentar o SAG é a manobra padrão para elevar a lente e restabelecer o reservatório líquido protetor.
O vault é o espaço preenchido por fluido (soro fisiológico sem conservantes) entre a face posterior da lente escleral e a superfície anterior da córnea. Uma adaptação ideal mantém um vault central de aproximadamente 200 a 300 micras logo após a inserção, que diminui após o assentamento da lente.
Diferente das lentes rígidas corneais, as esclerais retêm um reservatório de líquido que fica em contato prolongado com a córnea. Por isso, devem ser preenchidas com soro fisiológico estéril e sem conservantes no momento da inserção para evitar toxicidade epitelial química (ceratite por conservantes).
Se houver astigmatismo residual significativo após a adaptação da lente escleral, e a lente estiver estável (sem rotação), deve-se prescrever um sobre-refração cilíndrica em uma lente com desenho tórico frontal (front-toric). Se a lente rodar, ajustes no apoio escleral (hápticas) são necessários.
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