CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2013
Uma faixa de luz, incidindo a 45 graus em relação ao eixo de uma lente cilíndrica sofrerá:
Luz a 45° do eixo de uma lente cilíndrica → efeito de 50% do poder dióptrico total.
O poder de uma lente cilíndrica varia conforme o ângulo de incidência em relação ao seu eixo, seguindo uma função senoidal; a 45 graus, obtém-se exatamente metade da potência.
Lentes cilíndricas são utilizadas para corrigir o astigmatismo, uma condição onde o olho possui diferentes poderes refrativos em diferentes meridianos. Ao contrário das lentes esféricas, que possuem o mesmo poder em todos os meridianos, a lente cilíndrica possui poder máximo em um meridiano e poder nulo no meridiano perpendicular (seu eixo). A compreensão da distribuição do poder dióptrico ao longo dos meridianos intermediários é essencial para a óptica oftálmica. O cálculo do poder a 45 graus demonstra a natureza senoidal da refração cilíndrica, sendo um conhecimento básico para a prescrição precisa de lentes corretoras e para a realização de exames de refração subjetiva e objetiva.
O poder efetivo de uma lente cilíndrica em um meridiano específico é dado pela fórmula P = P_total * sen²(θ), onde θ é o ângulo entre o meridiano e o eixo da lente. No eixo (0°), o poder é nulo; a 90° do eixo, o poder é máximo.
Utilizando a relação trigonométrica sen²(45°), temos (√2/2)² = 2/4 = 0,5. Portanto, a incidência de luz a 45 graus em relação ao eixo da lente cilíndrica resulta em exatamente 50% do poder dióptrico nominal da lente.
Este conceito é fundamental na transposição de lentes e na compreensão de como o astigmatismo não corrigido ou eixos levemente desalinhados em óculos ou lentes de contato afetam a acuidade visual do paciente, gerando o chamado cilindro oblíquo.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo