CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2023
Um paciente com refração -1,00 DE -1,50 DC x 180º está recebendo adaptação de uma lente de contato gelatinosa tórica de mesmo poder. Notou-se uma sobrerrefração de +0,25 DE -0,50 DC x 60º Qual foi a provável rotação da lente?
Sobrerrefração cilíndrica em lente tórica → Indica rotação; 10° de rotação induz ~1/3 do poder do cilindro.
A rotação de uma lente tórica desalinha o eixo do cilindro, gerando um novo astigmatismo na sobrerrefração que permite calcular o grau de giro da lente.
A adaptação de lentes tóricas gelatinosas depende da estabilidade rotacional. Marcas de referência na lente ajudam na avaliação na lâmpada de fenda, mas a sobrerrefração é o método funcional mais preciso. Pequenos desvios (como 10°) são comuns e exigem compensação no eixo da prescrição final para garantir a acuidade visual ideal.
Quando uma lente tórica gira, o eixo do cilindro da lente não coincide com o eixo do astigmatismo do paciente. Isso resulta em um cilindro residual na sobrerrefração com um eixo oblíquo ao eixo original.
Clinicamente, uma rotação de aproximadamente 10 graus em uma lente tórica costuma gerar uma sobrerrefração cilíndrica de cerca de um terço do valor do cilindro da lente original, com o eixo deslocado.
Deve-se aplicar a regra LARS (Left Add, Right Subtract). Se a lente rodou para a esquerda (sentido horário), soma-se o valor da rotação ao eixo; se para a direita (anti-horário), subtrai-se.
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