CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2012
Quando uma lente de contato terapêutica for utilizada para o tratamento de um defeito epitelial trófico extenso, é recomendável que:
Lente terapêutica em defeito epitelial → Antibiótico profilático obrigatório para evitar ceratite.
O uso de lentes de contato terapêuticas em córneas com integridade epitelial comprometida aumenta o risco de infecção secundária, exigindo cobertura antibiótica tópica profilática.
O manejo de defeitos epiteliais tróficos exige uma compreensão profunda da fisiologia da superfície ocular. A lente de contato terapêutica atua reduzindo o trauma mecânico das pálpebras sobre as células epiteliais em migração, criando um microambiente estável para a cicatrização. No entanto, esse ambiente também favorece a proliferação de patógenos. A literatura oftalmológica é consensual quanto à necessidade de vigilância rigorosa. Além da profilaxia antibiótica, o médico deve monitorar sinais de hipóxia corneana e depósitos proteicos na lente. A troca da lente não deve ser excessivamente protelada, mas também não deve ser frequente a ponto de interromper a adesão do novo epitélio à membrana de Bowman.
A lente de contato terapêutica é indicada principalmente para promover a reepitelização em casos de defeitos epiteliais persistentes, alívio da dor em ceratopatias bolhosas e proteção da superfície ocular em casos de triquíase ou entrópio, funcionando como um curativo biológico que protege o epitélio neoformado do atrito palpebral.
A presença de uma lente de contato em um olho com defeito epitelial quebra as barreiras naturais de defesa e facilita a adesão bacteriana. Como o epitélio está comprometido, o risco de evolução para uma ceratite infecciosa grave é alto, justificando o uso de antibióticos de amplo espectro, como as fluoroquinolonas, durante todo o período de uso da lente.
Em pacientes com olho seco grave, deve-se preferir lentes com baixo conteúdo aquoso e alta transmissibilidade de oxigênio (Dk/t), como as de silicone hidrogel. Lentes com alto conteúdo aquoso podem desidratar rapidamente em ambientes secos, exacerbando o quadro e aderindo excessivamente à córnea, o que prejudica a cicatrização.
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