Adaptação de Lentes Esclerais: Critérios de Sucesso

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2024

Enunciado

Assinale a alternativa que representa corretamente a melhor adaptação de uma lente escleral, representada pelas figuras superiores (vault) e inferiores (borda da lente).

Alternativas

  1. A) I C.
  2. B) II B.
  3. C) III A.
  4. D) IV B.

Pérola Clínica

Adaptação ideal de lente escleral = Vault central adequado + Borda sem compressão.

Resumo-Chave

O sucesso da lente escleral depende do 'vault' (espaço entre lente e córnea) e do apoio suave na esclera (landing zone), evitando toques ou compressão vascular.

Contexto Educacional

Lentes esclerais são fundamentais no manejo de ectasias corneanas graves e doenças da superfície ocular. Diferente das lentes RGP corneanas, elas não tocam a córnea, apoiando-se inteiramente na esclera. A avaliação biomicroscópica com fluoresceína é essencial para garantir que o reservatório de fluido seja mantido e que a integridade fisiológica do limbo (onde residem as células-tronco epiteliais) seja preservada.

Perguntas Frequentes

O que é o vault na lente escleral?

O vault, ou clearance, é o espaço preenchido por fluido (soro fisiológico) entre a face posterior da lente e a superfície anterior da córnea. Uma adaptação ideal deve apresentar um vault que limpe toda a córnea e o limbo, geralmente entre 200 a 400 micras logo após a inserção.

Como avaliar a borda da lente?

A borda (landing zone) deve estar em paralelo com a esclera. Não deve haver levantamento (edge lift excessivo), que causa desconforto, nem compressão excessiva, que interrompe o fluxo sanguíneo nos vasos conjuntivais (blanching).

Quais sinais de má adaptação?

Sinais incluem toque corneano (causando erosões), edema de córnea por hipóxia, hiperemia limbar e dificuldade de remoção da lente devido ao efeito de ventosa por bordas muito apertadas.

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