HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2022
Assinale a alternativa que correlacione CORRETAMENTE o quadro clínico apresentado com o tratamento correto preconizado:
Febre, perda peso, hepatoesplenomegalia em área endêmica (MG) → Leishmaniose Visceral = N. Metil-glucamina.
A leishmaniose visceral (Kala-azar) é uma doença parasitária grave, endêmica em algumas regiões do Brasil, como Minas Gerais. O quadro clássico inclui febre prolongada, perda de peso, hepatoesplenomegalia e anemia. O tratamento de escolha para a forma visceral é com antimoniais pentavalentes, como a N-Metil-glucamina (Glucantime), administrada por via intravenosa ou intramuscular.
A leishmaniose visceral, também conhecida como Kala-azar, é uma doença parasitária grave causada por protozoários do gênero Leishmania, transmitida pela picada de flebotomíneos. No Brasil, é uma doença endêmica em diversas regiões, com destaque para o Nordeste e Sudeste (como Minas Gerais), sendo um importante problema de saúde pública. A compreensão de sua epidemiologia, quadro clínico e tratamento é crucial para residentes e estudantes de medicina, especialmente aqueles que atuarão em áreas de risco. O quadro clínico clássico da leishmaniose visceral é caracterizado por febre prolongada, perda de peso, hepatoesplenomegalia (aumento do fígado e baço), anemia, leucopenia e plaquetopenia. A suspeita diagnóstica deve ser alta em pacientes com esses sintomas, especialmente se provenientes de áreas endêmicas. O diagnóstico é confirmado pela identificação do parasita em aspirados de medula óssea, baço ou linfonodos, ou por testes sorológicos. A diferenciação de outras causas de febre e hepatoesplenomegalia é fundamental. O tratamento da leishmaniose visceral é complexo e deve ser iniciado precocemente para evitar complicações e óbito. A N-Metil-glucamina (Glucantime), um antimonial pentavalente, é a droga de primeira escolha no Brasil, administrada por via intravenosa ou intramuscular. A anfotericina B lipossomal é uma alternativa eficaz, especialmente em casos de toxicidade ou falha terapêutica aos antimoniais, ou em pacientes com comorbidades. O manejo adequado e o acompanhamento são essenciais para a recuperação do paciente.
Os principais sinais e sintomas da leishmaniose visceral incluem febre prolongada e irregular, perda de peso, hepatoesplenomegalia progressiva (aumento do fígado e baço), anemia, leucopenia e plaquetopenia. Pode haver também linfoadenopatia e, em casos avançados, edemas e hemorragias.
No Brasil, o tratamento de primeira linha para leishmaniose visceral é com antimoniais pentavalentes, como a N-Metil-glucamina (Glucantime), administrada por via intravenosa ou intramuscular. Outras opções incluem anfotericina B lipossomal, especialmente em casos de falha terapêutica ou toxicidade aos antimoniais.
O diagnóstico laboratorial da leishmaniose visceral pode ser feito por métodos parasitológicos diretos (pesquisa de amastigotas em aspirado de medula óssea, baço ou linfonodos) ou por métodos imunológicos (testes sorológicos como ELISA ou imunofluorescência indireta para detecção de anticorpos, e testes rápidos imunocromatográficos).
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