Leishmaniose Visceral e Insuficiência Renal: Tratamento Ideal

UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2020

Enunciado

J. M. S., sexo masculino, 67 anos, foi internado para investigação de febre diária e síndrome anêmica. Ao exame, observa-se palidez, emagrecimento, petéquias em tronco e esplenomegalia. Realizou alguns exames com os seguintes resultados: hemograma com pancitopenia, teste rápido para leishmaniose positivo e alteração na relação albumina/globulina. Foi submetido ao mielograma confirmando o diagnóstico devido achado de Leishmanias. Outros exames mostraram ureia de 98 mg/dl, creatinina 2,8 mg/dl, albumina 2,7 mg/dl. Não há antecedentes mórbidos relevantes. Com base nas diretrizes atuais do Ministério da Saúde, qual a escolha terapêutica adequada ao caso?

Alternativas

  1. A) Isotionato de pentamidina.
  2. B) Antimoniato de meglumina.
  3. C) Anfotericina B desoxicolato.
  4. D) Anfotericina B lipossomal.
  5. E) Dapsona associado à clofazimina.

Pérola Clínica

Leishmaniose visceral + insuficiência renal: Anfotericina B lipossomal é a primeira escolha.

Resumo-Chave

Em pacientes com leishmaniose visceral e insuficiência renal, a anfotericina B lipossomal é a droga de escolha. O antimoniato de meglumina, embora eficaz, é nefrotóxico e hepatotóxico, sendo contraindicado ou exigindo ajuste de dose e monitoramento rigoroso em pacientes com disfunção renal, o que não é o caso da anfotericina B lipossomal, que possui um perfil de segurança renal superior.

Contexto Educacional

A leishmaniose visceral (calazar) é uma doença parasitária grave, endêmica em diversas regiões do Brasil, que se manifesta com febre prolongada, esplenomegalia, pancitopenia e emagrecimento. O diagnóstico é confirmado por testes sorológicos e parasitológicos. O tratamento é complexo e deve ser individualizado, considerando as comorbidades do paciente. Em casos de insuficiência renal, uma complicação comum da doença ou preexistente, a escolha do fármaco é crucial. O antimoniato de meglumina, embora eficaz, apresenta nefrotoxicidade significativa. Nesses cenários, a anfotericina B lipossomal se destaca como a opção mais segura e eficaz, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde, devido ao seu menor perfil de toxicidade renal. Residentes devem estar atentos à avaliação da função renal antes e durante o tratamento para garantir a segurança e a eficácia da terapia antileishmaniose.

Perguntas Frequentes

Qual a droga de primeira escolha para leishmaniose visceral em pacientes com insuficiência renal?

A anfotericina B lipossomal é a droga de primeira escolha para o tratamento da leishmaniose visceral em pacientes com insuficiência renal, devido ao seu perfil de segurança renal superior em comparação com outras opções como o antimoniato de meglumina.

Por que o antimoniato de meglumina é contraindicado na disfunção renal?

O antimoniato de meglumina é nefrotóxico e hepatotóxico, podendo agravar a disfunção renal preexistente. Sua eliminação é predominantemente renal, exigindo cautela e, muitas vezes, contraindicação em pacientes com insuficiência renal significativa.

Quais são os principais sinais e sintomas da leishmaniose visceral?

Os principais sinais e sintomas da leishmaniose visceral incluem febre prolongada, esplenomegalia (aumento do baço), hepatomegalia (aumento do fígado), pancitopenia (anemia, leucopenia, trombocitopenia), perda de peso e, em casos avançados, insuficiência renal.

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