SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2023
A Leishmaniose Visceral (LV) é considerada uma doença negligenciada endêmica em populações de baixa renda e ainda apresenta indicadores inaceitáveis, baixos investimentos em pesquisas e tratamento. Sobre a LV, analise as afirmativas abaixo: I. Os agentes etiológicos mais importantes no Brasil: Leishmania (Viannia) braziliensis e L. (L.) amazonenses. II. A evolução clínica da LV pode ser dividida em três períodos: Inicial, de estado e final. III. No período final da doença os títulos de anticorpos específicos antiLeishmania são elevados. IV. No Brasil, a forma de transmissão é através da fêmea de insetos flebotomíneos das espécies de Lutzomyia longipalpis e L. cruzi, infectados. V. Desoxicolato de Anfotericina B é medicamento de escolha no tratamento para gestantes. Assinale a alternativa CORRETA.
LV: L. infantum chagasi é o principal agente no Brasil, transmitida por Lutzomyia longipalpis; Anfotericina B é 1ª escolha em gestantes.
A Leishmaniose Visceral no Brasil é causada principalmente por Leishmania (Leishmania) infantum chagasi, e não pelas espécies de Leishmania (Viannia) braziliensis ou L. (L.) amazonenses, que são agentes de leishmanioses cutâneas. A transmissão ocorre por flebotomíneos, sendo Lutzomyia longipalpis o principal vetor. O tratamento em gestantes prioriza a Anfotericina B desoxicolato devido ao perfil de segurança.
A Leishmaniose Visceral (LV), também conhecida como Calazar, é uma doença parasitária grave, endêmica em diversas regiões do Brasil, especialmente em áreas de baixa renda. É causada por protozoários do gênero Leishmania, sendo a Leishmania (Leishmania) infantum chagasi o principal agente etiológico no país. A doença é transmitida pela picada de flebotomíneos, como a Lutzomyia longipalpis, e afeta principalmente cães (reservatório) e humanos. A evolução clínica da LV pode ser dividida em três períodos: inicial (com sintomas inespecíficos como febre e mal-estar), de estado (com hepatoesplenomegalia, anemia, emagrecimento e febre prolongada) e final (com caquexia, infecções secundárias e hemorragias, frequentemente fatal se não tratada). No período de estado e final, os títulos de anticorpos específicos anti-Leishmania são geralmente elevados, auxiliando no diagnóstico sorológico. O diagnóstico é confirmado por parasitológico ou PCR. O tratamento da LV é complexo e depende da condição do paciente. Para gestantes, a escolha do medicamento é crucial devido aos riscos de teratogenicidade. O Desoxicolato de Anfotericina B é considerado o fármaco de primeira linha para gestantes, devido ao seu perfil de segurança e eficácia. É fundamental o diagnóstico precoce e o tratamento adequado para reduzir a morbimortalidade associada à doença, que ainda representa um desafio de saúde pública.
No Brasil, o principal agente etiológico da Leishmaniose Visceral é a Leishmania (Leishmania) infantum chagasi. As espécies L. (Viannia) braziliensis e L. (L.) amazonenses são associadas principalmente às formas cutâneas da doença.
A transmissão da Leishmaniose Visceral no Brasil ocorre através da picada da fêmea de insetos flebotomíneos infectados, popularmente conhecidos como 'mosquito-palha'. As espécies mais importantes são Lutzomyia longipalpis e, em algumas regiões, Lutzomyia cruzi.
Para gestantes com Leishmaniose Visceral, o medicamento de escolha é o Desoxicolato de Anfotericina B. Esta opção é preferida devido ao seu perfil de segurança em comparação com os antimonais pentavalentes, que são teratogênicos e contraindicados na gravidez.
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