Leishmaniose Visceral: Epidemiologia e Vetor no Brasil

CEREM - Comissão Estadual de Residência Médica do Mato Grosso do Sul — Prova 2015

Enunciado

Leishmaniose visceral, no Brasil, está em expansão: novas áreas de casos caninos e humanos têm sido relatadas. Sobre a epidemiologia e métodos diagnósticos, é CORRETO afirmar que:

Alternativas

  1. A) No Brasil, casos humanos geralmente precedem os casos em cães.
  2. B) No Brasil, o principal vetor é Lutzomyia longipalpis. 
  3. C) A Leishmania chagasi não é responsável pelos casos de leishmaniose visceral no Brasil. 
  4. D) O tratamento específico no cão (drogas leishmanicidas humanas) está indicado e aprovado pelo Ministério da Saúde.

Pérola Clínica

Leishmaniose visceral no Brasil: vetor principal = Lutzomyia longipalpis (mosquito-palha).

Resumo-Chave

A Lutzomyia longipalpis, conhecida como mosquito-palha, é o principal vetor da leishmaniose visceral (calazar) no Brasil. É crucial entender seu papel na transmissão para controle epidemiológico da doença, que está em expansão.

Contexto Educacional

A leishmaniose visceral (LV), também conhecida como calazar, é uma doença parasitária grave causada por protozoários do gênero Leishmania. No Brasil, a espécie responsável é a Leishmania infantum chagasi. A doença é de grande importância em saúde pública devido à sua expansão geográfica e ao aumento do número de casos em novas áreas, tanto em cães quanto em humanos. Compreender sua epidemiologia é fundamental para o controle e prevenção. O ciclo de transmissão da LV envolve o vetor, o parasita e os hospedeiros. No Brasil, o principal vetor é o flebotomíneo Lutzomyia longipalpis, popularmente conhecido como mosquito-palha. A transmissão ocorre quando a fêmea infectada do mosquito-palha pica um hospedeiro vertebrado (cão ou humano). Os cães são considerados os principais reservatórios domésticos e desempenham um papel crucial na manutenção do ciclo de transmissão em áreas urbanas. O diagnóstico da LV em humanos é complexo e envolve métodos parasitológicos (identificação do parasita em aspirados de medula óssea, baço ou linfonodos) e sorológicos (testes rápidos e ELISA). O tratamento específico para cães com drogas leishmanicidas humanas não é aprovado pelo Ministério da Saúde no Brasil, e a eutanásia de cães soropositivos ainda é uma medida de controle controversa, mas recomendada em certas diretrizes. A prevenção baseia-se no controle do vetor, manejo ambiental e diagnóstico precoce.

Perguntas Frequentes

Qual o principal vetor da leishmaniose visceral no Brasil?

O principal vetor da leishmaniose visceral no Brasil é o flebotomíneo Lutzomyia longipalpis, popularmente conhecido como mosquito-palha. Ele é responsável pela transmissão do parasita Leishmania infantum chagasi.

Como ocorre a transmissão da leishmaniose visceral?

A transmissão ocorre pela picada da fêmea infectada do mosquito-palha, que se alimenta do sangue de animais infectados (principalmente cães) e, ao picar humanos, transmite o parasita. Não há transmissão direta entre cães e humanos ou entre humanos.

Quais são os principais reservatórios da leishmaniose visceral?

No ambiente urbano, os cães são os principais reservatórios domésticos da Leishmania infantum chagasi. Em áreas silvestres, raposas e marsupiais também podem atuar como reservatórios.

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