CEREM - Comissão Estadual de Residência Médica do Mato Grosso do Sul — Prova 2015
Leishmaniose visceral, no Brasil, está em expansão: novas áreas de casos caninos e humanos têm sido relatadas. Sobre a epidemiologia e métodos diagnósticos, é CORRETO afirmar que:
Leishmaniose visceral no Brasil: vetor principal = Lutzomyia longipalpis (mosquito-palha).
A Lutzomyia longipalpis, conhecida como mosquito-palha, é o principal vetor da leishmaniose visceral (calazar) no Brasil. É crucial entender seu papel na transmissão para controle epidemiológico da doença, que está em expansão.
A leishmaniose visceral (LV), também conhecida como calazar, é uma doença parasitária grave causada por protozoários do gênero Leishmania. No Brasil, a espécie responsável é a Leishmania infantum chagasi. A doença é de grande importância em saúde pública devido à sua expansão geográfica e ao aumento do número de casos em novas áreas, tanto em cães quanto em humanos. Compreender sua epidemiologia é fundamental para o controle e prevenção. O ciclo de transmissão da LV envolve o vetor, o parasita e os hospedeiros. No Brasil, o principal vetor é o flebotomíneo Lutzomyia longipalpis, popularmente conhecido como mosquito-palha. A transmissão ocorre quando a fêmea infectada do mosquito-palha pica um hospedeiro vertebrado (cão ou humano). Os cães são considerados os principais reservatórios domésticos e desempenham um papel crucial na manutenção do ciclo de transmissão em áreas urbanas. O diagnóstico da LV em humanos é complexo e envolve métodos parasitológicos (identificação do parasita em aspirados de medula óssea, baço ou linfonodos) e sorológicos (testes rápidos e ELISA). O tratamento específico para cães com drogas leishmanicidas humanas não é aprovado pelo Ministério da Saúde no Brasil, e a eutanásia de cães soropositivos ainda é uma medida de controle controversa, mas recomendada em certas diretrizes. A prevenção baseia-se no controle do vetor, manejo ambiental e diagnóstico precoce.
O principal vetor da leishmaniose visceral no Brasil é o flebotomíneo Lutzomyia longipalpis, popularmente conhecido como mosquito-palha. Ele é responsável pela transmissão do parasita Leishmania infantum chagasi.
A transmissão ocorre pela picada da fêmea infectada do mosquito-palha, que se alimenta do sangue de animais infectados (principalmente cães) e, ao picar humanos, transmite o parasita. Não há transmissão direta entre cães e humanos ou entre humanos.
No ambiente urbano, os cães são os principais reservatórios domésticos da Leishmania infantum chagasi. Em áreas silvestres, raposas e marsupiais também podem atuar como reservatórios.
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