Leishmaniose Visceral: Epidemiologia, Vetor e Controle

HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2020

Enunciado

A Leishmaniose visceral é uma zoonose de evolução crônica, com acometimento sistêmico e alta letalidade quando não tratada.I- No Brasil, a Leishmaniose visceral é considerada uma doença em retratação, visto que, até o ano de 1980, ocorria em todas as regiões do país e, atualmente está restrita a municípios da região Nordeste.II- No ambiente urbano, o cão é a principal fonte de infecção para o vetor.III- Nas áreas em que são utilizadas, as coleiras impregnadas com deltametrina a 4% reduzem a prevalência da LV canina.

Alternativas

  1. A) Apenas as afirmativas I e II estão corretas.
  2. B) Apenas a afirmativa I está correta.
  3. C) Apenas a afirmativa II está correta.
  4. D) Apenas as afirmativas II e III estão corretas.

Pérola Clínica

LV: cão é reservatório urbano principal; coleiras com deltametrina 4% reduzem LV canina e são eficazes no controle.

Resumo-Chave

A Leishmaniose visceral no Brasil está em expansão geográfica e urbanização, não em retratação. O cão doméstico é o principal reservatório no ambiente urbano, e estratégias de controle do reservatório, como as coleiras impregnadas com deltametrina, são eficazes na redução da prevalência da doença canina.

Contexto Educacional

A Leishmaniose Visceral (LV) é uma zoonose grave, endêmica em várias regiões do Brasil, com alta letalidade se não tratada. Contrariando a afirmativa I, a LV tem demonstrado uma tendência de expansão geográfica e urbanização, não estando restrita ao Nordeste, mas atingindo outras regiões do país. O conhecimento da sua epidemiologia é crucial para a saúde pública. No ciclo de transmissão da LV, o cão doméstico (Canis familiaris) desempenha um papel fundamental como principal reservatório da doença no ambiente urbano, conforme a afirmativa II. Ele mantém o parasita (Leishmania infantum) e serve como fonte de infecção para o vetor, o flebotomíneo Lutzomyia longipalpis, conhecido popularmente como mosquito-palha. A identificação e o controle dos cães infectados são pilares importantes na prevenção da doença. Estratégias de controle vetorial e do reservatório são essenciais. A afirmativa III está correta ao afirmar que as coleiras impregnadas com deltametrina a 4% são uma ferramenta eficaz na redução da prevalência da LV canina. Essas coleiras agem como repelentes e inseticidas, diminuindo a exposição dos cães ao vetor e, consequentemente, a taxa de infecção, contribuindo para a redução da transmissão da doença para humanos.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas da Leishmaniose Visceral em humanos?

Febre prolongada, hepatoesplenomegalia, anemia, leucopenia, emagrecimento e linfadenopatia são os sinais e sintomas mais comuns da Leishmaniose Visceral em humanos, indicando acometimento sistêmico.

Qual o papel do cão na transmissão da Leishmaniose Visceral?

O cão doméstico é o principal reservatório da Leishmaniose Visceral no ambiente urbano, atuando como fonte de infecção para o vetor, o flebotomíneo Lutzomyia longipalpis, e mantendo o ciclo da doença.

Como as coleiras impregnadas com deltametrina auxiliam no controle da Leishmaniose Visceral?

As coleiras com deltametrina a 4% atuam repelindo e matando o vetor flebotomíneo, reduzindo a infecção canina e, consequentemente, a transmissão para humanos nas áreas onde são utilizadas, sendo uma medida profilática importante.

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