CCG - Centro de Cirurgia Geral (MS) — Prova 2015
Na leishmaniose visceral em adultos jovens:
Leishmaniose visceral → sorologia IFI ≥ 1:80 é critério laboratorial para diagnóstico em adultos jovens, especialmente em áreas endêmicas.
Em leishmaniose visceral, a sorologia por Imunofluorescência Indireta (IFI) com título ≥ 1:80 é considerada um critério laboratorial de suporte para o diagnóstico, especialmente em adultos jovens e em contextos epidemiológicos favoráveis.
A leishmaniose visceral (LV), ou calazar, é uma doença parasitária grave causada por protozoários do gênero Leishmania, transmitida pela picada de flebotomíneos. No Brasil, é causada principalmente pela Leishmania infantum (anteriormente L. chagasi). Em adultos jovens, a doença pode apresentar-se com febre prolongada, hepatoesplenomegalia, anemia, leucopenia e perda de peso, sendo um desafio diagnóstico em áreas não endêmicas. O diagnóstico da LV baseia-se na tríade clínica, epidemiológica e laboratorial. A confirmação parasitológica, através da pesquisa de amastigotas em aspirado de medula óssea, baço ou linfonodo, é o padrão-ouro. No entanto, a sorologia, como a Imunofluorescência Indireta (IFI) ou ELISA, desempenha um papel crucial, especialmente quando a demonstração parasitológica é difícil. Títulos de IFI ≥ 1:80 são considerados reatores e preenchem critério laboratorial para o diagnóstico em adultos jovens, principalmente em contexto epidemiológico favorável. O tratamento da LV é complexo e depende da gravidade e comorbidades do paciente. A Anfotericina B lipossomal é uma das drogas de escolha, especialmente em casos graves ou em pacientes com comorbidades como HIV/Aids, devido ao seu perfil de segurança e eficácia, embora não seja isenta de efeitos colaterais. A coinfecção HIV/Aids é um fator de risco para formas graves e recidivas, exigindo monitoramento e tratamento diferenciado. A icterícia não é comum e a eosinofilia não é sinal de gravidade na LV.
O diagnóstico de leishmaniose visceral é feito pela combinação de quadro clínico (febre prolongada, hepatoesplenomegalia, anemia, leucopenia), epidemiologia e confirmação laboratorial, que pode ser parasitológica (padrão-ouro) ou sorológica (IFI, ELISA).
A sorologia por IFI com títulos ≥ 1:80 é um critério laboratorial de suporte importante para o diagnóstico de leishmaniose visceral, especialmente em áreas endêmicas e quando a demonstração parasitológica é difícil ou invasiva.
Sim, a coinfecção HIV/Aids aumenta o risco de desenvolver leishmaniose visceral, de formas atípicas e de recidivas, tornando o manejo mais complexo e exigindo atenção especial.
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