TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2025
Um homem de 35 anos, residente em área endêmica, apresenta febre, hepatomegalia e pancitopenia. A punção de medula óssea revela amastigotas intracelulares. Qual é o diagnóstico mais provável e o tratamento de primeira linha?
Febre + Pancitopenia + Hepatoesplenomegalia + Amastigotas → Leishmaniose Visceral.
A leishmaniose visceral (calazar) manifesta-se com febre arrastada e hepatoesplenomegalia; o diagnóstico é confirmado pela visualização de amastigotas em aspirado de medula óssea.
A Leishmaniose Visceral é uma zoonose causada pelo protozoário Leishmania infantum, transmitida pelo mosquito-palha (Lutzomyia longipalpis). No Brasil, o quadro clínico clássico envolve febre prolongada, emagrecimento e hepatoesplenomegalia volumosa. O diagnóstico laboratorial baseia-se na sorologia (teste rápido rK39) ou na visualização direta do parasita. O tratamento de primeira linha varia conforme o protocolo local e gravidade do paciente. Embora o antimonial pentavalente (Glucantime) tenha sido historicamente a primeira escolha, a Anfotericina B lipossomal é preferida em perfis de maior risco devido à sua menor toxicidade renal e cardíaca e maior eficácia em pacientes vulneráveis.
O padrão-ouro é o exame parasitológico direto, geralmente realizado via aspirado de medula óssea (mielograma) ou baço, para visualização de formas amastigotas do parasita intracelular em macrófagos.
É indicada em casos graves, gestantes, idosos (>50-60 anos), crianças menores de 1 ano, pacientes imunodeprimidos (HIV+), transplantados ou em casos de insuficiência renal/cardíaca.
As alterações clássicas incluem pancitopenia (anemia, leucopenia e trombocitopenia), inversão da relação albumina/globulina devido à hipergamaglobulinemia policlonal e aumento de transaminases.
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