HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2022
Pode ser assintomática ou apresentar sintomas como febre, anemia, aumento do fígado e do baço, manifestações hemorrágicas, perda de peso, taquicardia, tosse seca e diarreia. A doença não é contagiosa e animais também não transmitem para outros nem para seres humanos. A transmissão do parasita ocorre apenas por meio da picada do flebotomíneo infectado (vetor Lutzomia longipalpis). Em áreas urbanas, os cães são a principal fonte de infecção. Os animais, quando sintomáticos, podem apresentar apatia, perda de peso, queda de pelo, febre, fraqueza, problemas renais, crescimento exagerado das unhas, dificuldade de locomoção, lesões oculares e diarreia. Hemogramas de crianças infectadas apresentam anemia (geralmente microcítica e hipocrômica), leucopenia, neutropenia. É doença de notificação compulsória. Estamos nos referindo a:
Calazar (Leishmaniose Visceral) → febre, hepatoesplenomegalia, anemia, leucopenia, perda de peso. Transmissão por flebotomíneo (Lutzomia longipalpis). Cães são reservatórios.
A Leishmaniose Visceral, conhecida como Calazar, é uma doença parasitária grave transmitida pela picada do flebotomíneo Lutzomia longipalpis. Caracteriza-se por febre prolongada, hepatoesplenomegalia, anemia, leucopenia e perda de peso. Em áreas urbanas, os cães são os principais reservatórios do parasita. É uma doença de notificação compulsória devido à sua gravidade e potencial epidêmico.
A Leishmaniose Visceral, popularmente conhecida como Calazar, é uma doença parasitária grave e sistêmica, causada por protozoários do gênero Leishmania (no Brasil, L. infantum). É uma zoonose de grande importância em saúde pública, com alta letalidade se não tratada. A doença é endêmica em diversas regiões do Brasil e do mundo, com expansão para áreas urbanas, tornando seu conhecimento fundamental para profissionais de saúde. A epidemiologia da Leishmaniose Visceral está intrinsecamente ligada ao seu vetor, o flebotomíneo (mosquito-palha) da espécie Lutzomia longipalpis, e aos reservatórios, principalmente cães domésticos em ambientes urbanos. A transmissão ocorre pela picada do inseto infectado. A doença não é contagiosa, ou seja, não há transmissão direta entre humanos ou de animais para humanos por contato. O quadro clínico em humanos é variado, podendo ser assintomático ou apresentar sintomas como febre prolongada, hepatoesplenomegalia, anemia, leucopenia, perda de peso e manifestações hemorrágicas. Em crianças, a anemia microcítica e hipocrômica, leucopenia e neutropenia são achados comuns no hemograma. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para evitar a progressão para formas graves e óbito. Devido à sua relevância epidemiológica e gravidade, a Leishmaniose Visceral é uma doença de notificação compulsória no Brasil.
Os sintomas da Leishmaniose Visceral podem ser inespecíficos no início, mas tipicamente incluem febre prolongada e irregular, aumento do fígado e do baço (hepatoesplenomegalia), anemia (frequentemente microcítica e hipocrômica), perda de peso, fraqueza, manifestações hemorrágicas e, em crianças, leucopenia e neutropenia.
A transmissão da Leishmaniose Visceral ocorre exclusivamente pela picada da fêmea infectada do flebotomíneo (mosquito-palha), principalmente da espécie Lutzomia longipalpis. A doença não é transmitida diretamente de pessoa para pessoa, nem de animal para animal ou de animal para humano por contato direto.
Em áreas urbanas, os cães domésticos são os principais reservatórios do parasita Leishmania infantum (anteriormente chagasi), que causa a Leishmaniose Visceral. Cães infectados, mesmo assintomáticos, podem abrigar o parasita e servir como fonte de infecção para os flebotomíneos, que então transmitem a doença para humanos e outros cães.
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