SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2021
Leia as sentenças sobre a Leishmaniose Visceral (Calazar), doença crônica e sistêmica, que, quando não tratada, pode evoluir para óbito em mais de 90% dos casos.I. No Brasil, duas espécies estão relacionadas com a transmissão da doença: a Lutzomyia longipalpis e a Lutzomyia cruzi.II. Na área urbana, o cão e o gato são as principais fontes de infecção. No ambiente silvestre, os reservatórios são as raposas e os marsupiais.III. Nas Américas, a Leishmania chagasi é a espécie comumente envolvida na transmissão da doença.IV. É uma doença crônica, sistêmica, caracterizada por febre de longa duração, perda de peso, astenia, adinamia, hepatoesplenomegalia e anemia, dentre outras.V. A transmissão ocorre pela picada dos vetores infectados pelo agente etiológico. Não ocorre transmissão de pessoa a pessoa.Assinale a alternativa CORRETA.
Leishmaniose Visceral: vetor Lutzomyia longipalpis, agente Leishmania chagasi, cão principal reservatório urbano, febre + hepatoesplenomegalia + anemia.
A Leishmaniose Visceral (Calazar) é uma doença sistêmica grave transmitida por flebotomíneos, com o cão sendo o principal reservatório urbano. É crucial reconhecer os vetores (Lutzomyia longipalpis e L. cruzi) e o agente etiológico (Leishmania chagasi nas Américas), bem como os sintomas clássicos para diagnóstico e tratamento precoces.
A Leishmaniose Visceral (LV), ou Calazar, é uma zoonose de grande importância em saúde pública, causada por protozoários do gênero Leishmania. Nas Américas, a espécie mais comum é a Leishmania infantum chagasi. A doença é transmitida pela picada de flebotomíneos infectados, popularmente conhecidos como "mosquito-palha". O ciclo de transmissão envolve o vetor (Lutzomyia longipalpis e L. cruzi no Brasil) e reservatórios. O cão doméstico é o principal reservatório em áreas urbanas e periurbanas, atuando como fonte de infecção para os vetores. Em ambientes silvestres, raposas e marsupiais são os reservatórios naturais. A doença é sistêmica e crônica, manifestando-se com febre prolongada, hepatoesplenomegalia, perda de peso, astenia, adinamia, anemia e pancitopenia. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais, pois a LV possui alta letalidade se não tratada. A prevenção envolve o controle do vetor, o manejo ambiental e o controle de reservatórios caninos. Não há transmissão direta de pessoa a pessoa.
No Brasil, os principais vetores da Leishmaniose Visceral são os flebotomíneos do gênero Lutzomyia, com destaque para a Lutzomyia longipalpis. A Lutzomyia cruzi também está envolvida na transmissão em algumas regiões.
Na área urbana, o cão doméstico é o principal reservatório. No ambiente silvestre, raposas (como Cerdocyon thous) e marsupiais (como Didelphis albiventris) são importantes reservatórios naturais da doença.
A Leishmaniose Visceral é caracterizada por febre prolongada, hepatoesplenomegalia (aumento do fígado e baço), perda de peso, astenia, adinamia e anemia. Sem tratamento, pode ser fatal em mais de 90% dos casos.
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