Leishmaniose Visceral: Diagnóstico, Tratamento e Prevenção

HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2022

Enunciado

JAF 32 anos, lavrador, mora na zona rural de Estância/ SE. Alcoolista crônico admitido com quadro de astenia /febre vespertina intermitente há 6 meses associado com diarreia pastosa e perda de peso aproximadamente 10 kg. Ao exame físico: Paciente apático, consciente, orientado, hipocorado e afebril Abdomem: globoso, hepatoesplenomegalia. Qual a opção incorreta de acordo com o diagnóstico?

Alternativas

  1. A) Hemocultura em 02 amostras no sangue periférico / RK 39 e sorologia para HIV 1 e 2 são alguns dos exames para investigação.
  2. B) Tratamento medicamentoso pode ser realizado pelo Antimonial ou Anfotericina B
  3. C) Trata-se de zoonose de distribuição mundial que tem agente :Leishmania e o vetor mosquito Lutzomyalongipalpis.
  4. D) Vacina antileishmaniose visceral é uma opção em comercialização no Brasil, para humano.
  5. E) Internar o paciente para investigação clinica , tratamento medicamnetoso e vigilância de complicações.

Pérola Clínica

Leishmaniose Visceral: febre, hepatoesplenomegalia, perda peso. Não há vacina humana comercializada no Brasil.

Resumo-Chave

O quadro clínico de febre prolongada, perda de peso e hepatoesplenomegalia em área endêmica sugere Leishmaniose Visceral. Embora existam vacinas para cães, não há vacina antileishmaniose visceral para uso humano comercializada no Brasil, tornando a alternativa D incorreta.

Contexto Educacional

A Leishmaniose Visceral (LV), também conhecida como Calazar, é uma zoonose grave de distribuição mundial, endêmica em diversas regiões do Brasil, como o estado de Sergipe. É causada por protozoários do gênero Leishmania (no Brasil, principalmente Leishmania infantum) e transmitida pela picada do mosquito-palha (Lutzomyia longipalpis). A doença é de grande importância para a saúde pública, especialmente em áreas rurais e em pacientes imunocomprometidos, como alcoolistas crônicos ou portadores de HIV. O quadro clínico clássico da LV inclui febre prolongada e intermitente, astenia, perda de peso, hepatoesplenomegalia e anemia. O diagnóstico é feito por exames laboratoriais como sorologia, pesquisa de parasitas em aspirado de medula óssea ou baço, e testes moleculares. A investigação deve incluir a pesquisa de coinfecções, como o HIV, que pode agravar a doença e dificultar o tratamento. O tratamento é realizado com medicamentos como o antimonial pentavalente e a Anfotericina B, que são eficazes, mas exigem acompanhamento médico devido aos potenciais efeitos adversos. Para o residente, é fundamental reconhecer o perfil epidemiológico e clínico da LV, especialmente em pacientes com fatores de risco e residentes em áreas endêmicas. É importante salientar que, embora existam vacinas para cães, não há vacina antileishmaniose visceral para uso humano comercializada no Brasil. A prevenção da doença em humanos baseia-se no controle do vetor, tratamento de cães infectados e proteção individual contra picadas de mosquitos. A internação para investigação e tratamento é crucial devido à gravidade da doença e ao risco de complicações.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da Leishmaniose Visceral?

Os principais sintomas da Leishmaniose Visceral incluem febre prolongada e intermitente, perda de peso significativa, astenia, hepatoesplenomegalia (aumento do fígado e baço), anemia e, em casos avançados, pancitopenia e sangramentos.

Qual o tratamento medicamentoso para a Leishmaniose Visceral?

O tratamento medicamentoso para a Leishmaniose Visceral é baseado principalmente em antimonial pentavalente (como o Glucantime) e Anfotericina B, especialmente a formulação lipossomal, que é mais segura e eficaz. A escolha depende da gravidade do caso e da resposta do paciente.

Existe vacina para Leishmaniose Visceral em humanos no Brasil?

Não, atualmente não existe vacina antileishmaniose visceral para uso humano comercializada no Brasil. As estratégias de prevenção focam no controle do vetor (mosquito-palha) e no tratamento de cães infectados, que são os principais reservatórios domésticos da doença.

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