Leishmaniose Visceral: Diagnóstico e Diferenciais em Áreas Endêmicas
UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2019
Enunciado
Paciente sexo feminino, 39 anos, indígena, moradora de aldeia em Amambai, procura serviço médico queixando-se de dispneia, fraqueza, indisposição ao trabalho há cerca de 4 meses. Ao exame físico, apresenta-se em regular estado geral, descorada 2/4+ emagrecida. Frequência respiratória 18 ipm. Fc 90 bpm. Pa 110/70 mmhg t 38c. Ao exame físico, observa-se ausculta cardiopulmonar sem alterações. Abdome globoso flácido com rha+ doloroso difusamente à palpação com fígado 6 cm rcd e baço palpável cerca de 5 cm. Com relação ao quadro clínico apresentado, afirma-se que:
Alternativas
A) esquistossomose é um diagnóstico diferencial, devendo-se realizar exame de fezes com pesquisa do agente para realização do diagnóstico.
B) hepatopatia crônica é o diagnóstico mais provável, devendo-se realizar provas sorológicas para hepatites virais e usg de abdome para complementação diagnóstica.
C) paracoccidioidomicose disseminada e turberculose são os principais diagnósticos diferenciais, devendo-se realizar exames de escarro para pesquisa dos agentes.
D) leishmaniose visceral ou linfoma são diagnósticos prováveis, devendo-se ser realizado teste rápido de leishamiose e aspirado de medula óssea.
E) neoplasiais abdominais são diagnósticos mais prováveis, devendo-se realizar tomografia computadorizada de abdome, endoscopia e coloscopia para auxiliar no diagnóstico correto.
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