UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2015
Adolescente de 15 anos, sexo masculino, procura atendimento por aumento do volume abdominal há 4 meses. Queixa-se de astenia, anorexia e febre baixa diária. Diz ter emagrecido 9 kg no período. No exame físico, está descorado 3+/4+, icterícia ++/++++. Assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico e o achado no exame físico abdominal esperado:
Adolescente + febre baixa diária + emagrecimento + hepatoesplenomegalia volumosa + anemia/icterícia → Leishmaniose Visceral.
A leishmaniose visceral (calazar) é uma doença sistêmica que se manifesta com febre prolongada, perda de peso, astenia e, classicamente, hepatoesplenomegalia volumosa, anemia e icterícia, especialmente em áreas endêmicas.
A leishmaniose visceral, também conhecida como calazar, é uma doença parasitária grave causada por protozoários do gênero Leishmania, transmitida pela picada de flebotomíneos. No Brasil, a espécie predominante é a Leishmania infantum (anteriormente chagasi). É uma doença endêmica em várias regiões do país, com maior incidência em crianças e adolescentes, mas pode afetar adultos imunocomprometidos. A importância clínica reside na sua alta letalidade se não tratada. A fisiopatologia envolve a infecção de macrófagos em órgãos do sistema reticuloendotelial, como baço, fígado e medula óssea. O quadro clínico clássico inclui febre prolongada e irregular, hepatoesplenomegalia progressiva e volumosa, perda de peso, astenia, anorexia, palidez (anemia), icterícia e linfadenopatia. A pancitopenia é um achado laboratorial comum devido à supressão da medula óssea. O diagnóstico é feito pela combinação de quadro clínico, epidemiologia e exames laboratoriais, como sorologia (ELISA, IFI) e, principalmente, a pesquisa direta do parasita em aspirado de medula óssea ou baço. O tratamento é medicamentoso, com drogas como anfotericina B lipossomal ou antimoniais pentavalentes, e o prognóstico é bom com diagnóstico e tratamento precoces.
Os principais sintomas incluem febre prolongada e irregular, perda de peso, astenia, anorexia e aumento progressivo do volume abdominal. Os sinais incluem hepatoesplenomegalia volumosa, palidez cutaneomucosa (anemia) e, em casos avançados, icterícia.
O diagnóstico laboratorial pode ser feito por pesquisa direta do parasita (amastigotas) em aspirado de medula óssea, baço ou linfonodo, ou por testes sorológicos como ELISA e imunofluorescência indireta (IFI) para detecção de anticorpos.
Os diferenciais incluem outras infecções crônicas (malária, esquistossomose, brucelose, tuberculose), doenças hematológicas (leucemias, linfomas), doenças metabólicas e cirrose hepática, sendo a história epidemiológica e exames específicos cruciais para a distinção.
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