PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2022
Uma mulher de 30 anos, residente na região da tríplice fronteira, é internada com quadro de anorexia, inapetência e emagrecimento acentuado, com 45 dias de evolução. No exame físico inicial foram observados febre, palidez cutâneo-mucosa e hepatoesplenomegalia não dolorosa. Os exames laboratoriais evidenciam anemia, leucopenia e hipoalbuminemia. Com relação a este quadro, é correto afirmar que:
Leishmaniose Visceral: febre prolongada + hepatoesplenomegalia + pancitopenia + hipoalbuminemia em área endêmica → pesquisa de Leishmania.
O quadro clínico de febre prolongada, hepatoesplenomegalia e alterações hematológicas como pancitopenia, especialmente em áreas endêmicas, é altamente sugestivo de leishmaniose visceral. O diagnóstico definitivo requer a identificação do parasita.
A Leishmaniose Visceral (LV), ou calazar, é uma doença parasitária grave causada por protozoários do gênero Leishmania, transmitida pela picada de flebotomíneos. No Brasil, a Leishmania infantum é a principal espécie envolvida. É uma doença de grande importância em saúde pública, especialmente em regiões tropicais e subtropicais, com alta morbimortalidade se não diagnosticada e tratada precocemente. A epidemiologia da doença está ligada a áreas rurais e periurbanas, com a tríplice fronteira sendo uma região de risco. O quadro clínico da LV é caracterizado por febre prolongada e irregular, hepatoesplenomegalia progressiva (geralmente indolor), emagrecimento, palidez intensa e linfadenopatia. Laboratorialmente, é comum encontrar pancitopenia (anemia, leucopenia e plaquetopenia) e hipoalbuminemia, refletindo o comprometimento medular e sistêmico. A suspeita deve ser alta em pacientes com esses sintomas e histórico de residência ou viagem para áreas endêmicas. O diagnóstico definitivo da LV é realizado pela identificação do parasita (amastigotas) em amostras de aspirado de medula óssea, baço ou linfonodos, ou por biópsia hepática. Testes sorológicos (ELISA, imunofluorescência indireta) e moleculares (PCR) também são úteis, mas a visualização do parasita é o padrão-ouro. O tratamento envolve medicamentos específicos como antimoniais pentavalentes ou anfotericina B, e o manejo precoce é crucial para evitar complicações e óbito.
A Leishmaniose Visceral se manifesta com febre prolongada, hepatoesplenomegalia (geralmente não dolorosa), emagrecimento, palidez cutâneo-mucosa e, laboratorialmente, pancitopenia e hipoalbuminemia.
O diagnóstico definitivo da Leishmaniose Visceral é feito pela identificação do parasita (amastigotas) em aspirados de medula óssea, baço, linfonodos ou biópsia hepática. O aspirado de medula óssea é frequentemente utilizado.
Em regiões endêmicas, a Leishmaniose Visceral é uma causa importante de febre de origem indeterminada e pode ser fatal se não tratada. A presença de hepatoesplenomegalia e pancitopenia reforça a suspeita.
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