Leishmaniose Visceral: Vetores, Agente e Transmissão

UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2025

Enunciado

A Leishmaniose Visceral é uma doença crônica e sistêmica, que, quando não tratada, pode evoluir para óbito em mais de 90%. Marque a alternativa correta acerca da doença.

Alternativas

  1. A) No Brasil, duas espécies estão relacionadas com a transmissão da doença: Lutzomyia longipalpis, a principal; e Lutzomyia cruzi, também incriminada como vetora.
  2. B) A transmissão ocorre pela picada dos vetores infectados pela Leishmania (L.) chagasi e em casos de imunocomprometimento pode ocorrer transmissão de pessoa a pessoa.
  3. C) Existe resposta humoral detectada através de anticorpos circulantes, que parecem ter pouca importância como defesa, por isso, uma grande parcela de indivíduos infectados desenvolve sinais e sintomas da doença.
  4. D) As manifestações clínicas caracterizam-se por febre alta, acima de 38,5°C, exantema maculopapular descamativas e pruriginosas de direção cefalocaudal, tosse seca (inicialmente), coriza, conjuntivite não purulenta.
  5. E) Uma estratégia de prevenção é denominada de operação limpeza, a varredura é uma atividade na qual se verifica, casa a casa, a situação clínica de todos os indivíduos e animais contatos do caso principal.

Pérola Clínica

LV no Brasil → Vetores principais: Lutzomyia longipalpis e Lutzomyia cruzi; Agente: Leishmania (L.) infantum (sin. chagasi).

Resumo-Chave

A Leishmaniose Visceral é uma doença grave transmitida por flebotomíneos. No Brasil, os vetores primários são Lutzomyia longipalpis e Lutzomyia cruzi, e o agente etiológico é Leishmania (L.) infantum, anteriormente conhecida como Leishmania (L.) chagasi.

Contexto Educacional

A Leishmaniose Visceral (LV), também conhecida como Calazar, é uma doença parasitária sistêmica grave, endêmica em várias regiões do Brasil, com alta letalidade se não tratada. É uma zoonose transmitida pela picada de flebotomíneos infectados, sendo o cão o principal reservatório doméstico. A compreensão de sua epidemiologia e vetores é crucial para o controle e prevenção da doença. No Brasil, a transmissão da LV ocorre principalmente pela picada de fêmeas de flebotomíneos do gênero Lutzomyia, sendo as espécies Lutzomyia longipalpis e Lutzomyia cruzi as mais importantes vetoras. O agente etiológico é a Leishmania (L.) infantum, anteriormente denominada Leishmania (L.) chagasi. A doença caracteriza-se por febre irregular e prolongada, hepatoesplenomegalia, perda de peso, anemia e leucopenia, não por exantema maculopapular como na alternativa D. As estratégias de prevenção e controle da LV incluem o manejo ambiental para reduzir os criadouros do vetor, o controle químico com inseticidas, o diagnóstico e tratamento precoce dos casos humanos, e o controle da população canina infectada. A "operação limpeza" mencionada na alternativa E não se refere à varredura clínica casa a casa, mas sim à remoção de matéria orgânica e entulhos que servem de abrigo para os vetores.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais vetores da Leishmaniose Visceral no Brasil?

No Brasil, os principais vetores da Leishmaniose Visceral são os flebotomíneos Lutzomyia longipalpis e Lutzomyia cruzi, popularmente conhecidos como mosquito-palha.

Qual o agente etiológico da Leishmaniose Visceral nas Américas?

O agente etiológico da Leishmaniose Visceral nas Américas é a Leishmania (L.) infantum, que era anteriormente classificada como Leishmania (L.) chagasi.

Quais são as principais manifestações clínicas da Leishmaniose Visceral?

As manifestações clínicas incluem febre prolongada, esplenomegalia (aumento do baço), hepatomegalia (aumento do fígado), perda de peso, anemia e leucopenia.

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