SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2023
Pré-escolar de 4 anos, masculino, internado há 10 dias em hospital pediátrico de referência, com história de febre há 2 semanas, palidez, epistaxe discreta e emagrecimento, foi diagnosticado com Leishmaniose Visceral após visualização de amastigotas em medula óssea. Paciente não apresenta, no momento do diagnóstico, insuficiências cardíaca, hepática ou renal, aumento de intervalo QT em eletrocardiograma, icterícia, edema, dispneia além de ter investigação negativa para HIV. Último hemograma evidenciava contagem de leucócitos de 3.300/mm³ , plaquetas de 90.000/mm³ e hemoglobina de 8,2 g/dL. Diante do exposto, qual a primeira opção terapêutica a ser iniciada nesse paciente, de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria?
Leishmaniose Visceral em criança sem critérios de gravidade → Antimoniato de N-metil glucamina é 1ª opção terapêutica.
Em pacientes pediátricos com Leishmaniose Visceral diagnosticada e sem sinais de gravidade (como insuficiência de órgãos, HIV, ou alterações graves no ECG), a primeira opção terapêutica, conforme a Sociedade Brasileira de Pediatria, é o Antimoniato de N-metil glucamina. A Anfotericina B lipossomal é reservada para casos graves ou refratários.
A Leishmaniose Visceral (LV), também conhecida como calazar, é uma doença parasitária grave causada por protozoários do gênero Leishmania, transmitida pela picada de flebotomíneos. É endêmica em diversas regiões do Brasil, afetando principalmente crianças e indivíduos imunocomprometidos. A doença é caracterizada por febre prolongada, hepatoesplenomegalia, palidez e emagrecimento, sendo fatal se não tratada. O diagnóstico da LV é suspeitado clinicamente e confirmado pela detecção de amastigotas em amostras de medula óssea, baço ou linfonodos, ou por testes sorológicos e moleculares. A avaliação da gravidade é crucial para definir a conduta terapêutica, considerando a presença de comorbidades e disfunções orgânicas. O hemograma frequentemente revela pancitopenia, refletindo a supressão da medula óssea. De acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria e do Ministério da Saúde, a primeira opção terapêutica para pacientes com Leishmaniose Visceral sem critérios de gravidade é o Antimoniato de N-metil glucamina (antimonial pentavalente). A Anfotericina B lipossomal é reservada para casos graves, pacientes com comorbidades significativas, falha terapêutica ou intolerância aos antimonais. O tratamento precoce e adequado é fundamental para reduzir a mortalidade e as complicações da doença.
Critérios de gravidade incluem insuficiência cardíaca, hepática ou renal, icterícia, edema, dispneia, hemorragias importantes, coinfecção por HIV, ou alterações eletrocardiográficas como aumento do intervalo QT.
A Anfotericina B lipossomal é a primeira escolha para pacientes com Leishmaniose Visceral que apresentam critérios de gravidade, contraindicações aos antimonais pentavalentes, ou em casos de falha terapêutica com o Antimoniato de N-metil glucamina.
Os achados laboratoriais comuns incluem pancitopenia (anemia, leucopenia e plaquetopenia), hipergamaglobulinemia e aumento das enzimas hepáticas. O diagnóstico definitivo é feito pela visualização de amastigotas em aspirado de medula óssea, baço ou linfonodo.
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