Leishmaniose Visceral: Epidemiologia e Manifestações Clínicas

SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2020

Enunciado

A leishmaniose visceral ocupa o segundo e o quarto lugar em mortalidade e morbidade, respectivamente, dentre as doenças tropicais. É uma zoonose muito presente em nosso meio. Essa doença

Alternativas

  1. A) acomete principalmente crianças menores de 10 anos de idade e do sexo masculino. 
  2. B) tem os mosquitos como a principal fonte de infecção (""reservatórios"") na área urbana.
  3. C) apresenta, com frequência, hepatoesplenomegalia, febre contínua e ganho de peso acima do normal.
  4. D) tem achados laboratoriais característicos: leucocitose, neutrofilia, hipoalbuminemia etrombofilia.

Pérola Clínica

Leishmaniose visceral: ↑ mortalidade/morbidade, afeta crianças <10 anos, sexo masculino, hepatoesplenomegalia e febre.

Resumo-Chave

A leishmaniose visceral é uma doença parasitária grave, endêmica no Brasil, que se manifesta predominantemente em crianças pequenas e homens. A compreensão de sua epidemiologia e apresentação clínica é crucial para o diagnóstico precoce e manejo adequado, visando reduzir a alta letalidade.

Contexto Educacional

A leishmaniose visceral (LV), também conhecida como calazar, é uma doença parasitária grave causada por protozoários do gênero Leishmania (no Brasil, L. infantum chagasi). É a segunda maior causa de morte por doenças parasitárias no mundo, com alta morbidade e letalidade se não tratada. A doença é uma zoonose, com cães domésticos sendo os principais reservatórios em áreas urbanas, e transmitida ao homem pela picada do mosquito-palha (Lutzomyia longipalpis). A epidemiologia da LV no Brasil mostra uma crescente urbanização, afetando principalmente crianças menores de 10 anos e indivíduos do sexo masculino. Clinicamente, caracteriza-se por febre prolongada e irregular, hepatoesplenomegalia, perda de peso, anemia e leucopenia. O diagnóstico precoce é fundamental e baseia-se na suspeita clínica, exames laboratoriais (hemograma, provas de função hepática) e confirmação parasitológica ou sorológica. O tratamento da LV é complexo e deve ser iniciado o mais rápido possível para evitar complicações e óbito. Os medicamentos de primeira linha incluem antimonial pentavalente e anfotericina B lipossomal, com esquemas terapêuticos específicos para cada caso. A prevenção envolve o controle do vetor, tratamento de cães infectados e educação sanitária, sendo um desafio de saúde pública em muitas regiões.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas da leishmaniose visceral?

A leishmaniose visceral tipicamente se manifesta com febre prolongada, hepatoesplenomegalia, anemia, leucopenia, perda de peso e, em casos avançados, sangramentos e infecções secundárias.

Qual o perfil epidemiológico mais comum dos pacientes com leishmaniose visceral?

No Brasil, a leishmaniose visceral afeta predominantemente crianças menores de 10 anos de idade e indivíduos do sexo masculino, especialmente em áreas endêmicas urbanas e rurais.

Como é feito o diagnóstico da leishmaniose visceral?

O diagnóstico é realizado pela detecção do parasita (Leishmania) em amostras de medula óssea, baço ou linfonodos, ou por testes sorológicos como ELISA e imunofluorescência indireta, além de testes rápidos.

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