Leishmaniose Visceral vs. Leucemia: Diagnóstico Diferencial

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2018

Enunciado

Maria da Conceição, 8 anos, natural e procedente da Zona da Mata de Pernambuco, relata febre, astenia, perda de peso e aumento de volume abdominal há 3 semanas. Vem apresentando diarreia e vômitos intermitentes há 10 dias. Ao exame, observa-se palidez (2+/4+) e fígado a 4 cm do rebordo costal direito e baço a 6 cm do rebordo costal esquerdo. Sobre isso, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) Se houver epidemiologia positiva para esquistossomose e eosinofilia no hemograma, deve-se pensar em enterobacteriose septicêmica prolongada e prosseguir investigação com mielocultura e pesquisa de ovos de Schistosoma através de biópsia retal.
  2. B) Febre tifoide deve fazer parte do diagnóstico diferencial desse caso, e o exame padrão-ouro para seu diagnóstico é a reação de Widal que, sendo positiva, autoriza o início do tratamento com cloranfenicol. 
  3. C) Hemograma com pancitopenia pode ser observado na leishmaniose visceral ou leucemia linfoide aguda, e o mielograma é capaz de diferenciar as duas doenças. 
  4. D) Os testes rápidos imunocromatográficos pesquisam anticorpos contra Leishmania, e seus títulos negativam ao término de um tratamento bem sucedido.
  5. E) No Brasil, o fármaco de primeira escolha para o tratamento da leishmaniose visceral é o antimoniato de N-metil glucamina, exceto em algumas situações nas quais se recomenda a anfotericina B lipossomal, como em pacientes infectados pelo HIV, portadores de insuficiência renal e menores de dois anos.

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