CCG - Centro de Cirurgia Geral (MS) — Prova 2015
Menino de 12 anos apresentou febre remitente por 15 dias, além de hepatoesplenomegalia e pancitopenia. Teve o diagnóstico de leishmaniose visceral confirmado, ao evidenciar-se o parasita. Foi tratado com antimonial pentavalente (antimoniato de N-metilglucamina) em regime hospitalar, apresentando melhora gradual do quadro clínico. Sobre este caso assinale a alternativa INCORRETA:
Leishmaniose visceral: Não há indicação de rastreamento sorológico em contactantes humanos assintomáticos.
A leishmaniose visceral é uma doença transmitida por vetor (flebotomíneo), não por contato direto entre humanos. Portanto, a investigação sorológica de contactantes humanos assintomáticos não é uma medida recomendada para controle da doença, que foca no vetor e reservatórios animais.
A leishmaniose visceral (LV), também conhecida como calazar, é uma doença parasitária grave, endêmica em diversas regiões do Brasil. É causada por protozoários do gênero Leishmania e transmitida pela picada de flebotomíneos infectados. A apresentação clínica clássica inclui febre prolongada, hepatoesplenomegalia e pancitopenia, sendo o diagnóstico confirmado pela identificação do parasita ou por métodos sorológicos e moleculares. O tratamento de escolha para a LV no Brasil é o antimonial pentavalente (antimoniato de N-metilglucamina), administrado em regime hospitalar devido aos seus potenciais efeitos colaterais. É crucial monitorar a função cardíaca (ECG), renal e hepática durante o tratamento. A melhora clínica gradual é esperada, mas a recidiva, embora não frequente, e a possibilidade de reinfecção (devido à imunidade não permanente) exigem acompanhamento ambulatorial até a confirmação dos critérios de cura. Um ponto importante para a prática e para provas é a epidemiologia da LV. A doença não é transmitida de pessoa para pessoa. Portanto, a investigação sorológica de contactantes humanos assintomáticos não é uma medida de controle recomendada. As ações de controle epidemiológico focam na identificação e tratamento de casos humanos, controle de reservatórios (cães) e combate ao vetor (flebotomíneos) em áreas endêmicas.
Em crianças, a leishmaniose visceral classicamente se manifesta com febre prolongada e remitente, hepatoesplenomegalia, pancitopenia, perda de peso e linfadenopatia.
Os antimoniais pentavalentes podem causar efeitos colaterais como cardiotoxicidade (distúrbios de repolarização, arritmias), nefrotoxicidade, hepatotoxicidade, pancreatite e mialgia, exigindo monitoramento rigoroso.
A leishmaniose visceral é uma zoonose transmitida por vetor (flebotomíneo), não por contato direto pessoa-pessoa. A investigação em contactantes humanos assintomáticos não é eficaz para o controle epidemiológico, que se concentra no vetor e reservatórios.
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