UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2025
Pedro, um adolescente de 15 anos, vivia com sua família na periferia de Mossoró. Ele sempre foi um garoto ativo, ajudando os pais na bodega e jogando futebol com os amigos ao final da tarde. Porém, nas últimas semanas, algo estava diferente. Pedro começou a sentir uma febre que aparecia e desaparecia sem explicação. Ele também notou que estava perdendo peso rapidamente, mesmo comendo como de costume. Sua pele, antes corada pelo sol, agora parecia pálida, quase cinzenta. Procurou a UBS e ao exame encontrava-se hipocorado (+++/4+), abdome algo distendido com fígado palpável há 15 cm de rebordo costal e traube maciço. A principal suspeita diagnóstica é:
Febre intermitente + hepatoesplenomegalia + perda de peso + palidez em área endêmica → Leishmaniose Visceral (Calazar).
A Leishmaniose Visceral (Calazar) é uma doença endêmica em várias regiões do Brasil, incluindo o Nordeste. O quadro clássico de febre prolongada e intermitente, hepatoesplenomegalia proeminente, perda de peso e palidez é altamente sugestivo, especialmente em um adolescente de área rural.
A Leishmaniose Visceral (LV), também conhecida como Calazar, é uma doença parasitária grave causada por protozoários do gênero Leishmania, transmitida pela picada de flebotomíneos ('mosquito-palha'). É uma doença endêmica em várias regiões do Brasil, especialmente no Nordeste, e afeta principalmente crianças e jovens adultos. A LV é caracterizada por um período de incubação variável, seguido por um quadro clínico insidioso e progressivo. Os sinais e sintomas clássicos incluem febre prolongada e intermitente, que pode durar semanas ou meses, perda de peso progressiva e acentuada, palidez cutaneomucosa devido à anemia, e hepatoesplenomegalia proeminente. O baço pode atingir grandes dimensões, estendendo-se abaixo do rebordo costal, e o fígado também se torna palpável e aumentado. Outros achados podem incluir linfadenopatia, edema e sangramentos. O diagnóstico é baseado na epidemiologia (residir ou ter visitado área endêmica), quadro clínico e exames laboratoriais. A confirmação parasitológica é o padrão-ouro, realizada pela pesquisa de amastigotas em aspirados de medula óssea, baço ou linfonodos. Testes sorológicos e moleculares também são úteis. O tratamento é feito com medicamentos antiparasitários específicos, como antimoniais pentavalentes ou anfotericina B, e é crucial para evitar a progressão da doença e suas complicações fatais.
Os sintomas clássicos incluem febre prolongada e intermitente, hepatoesplenomegalia progressiva, perda de peso, palidez, anemia, leucopenia e trombocitopenia.
O diagnóstico é feito pela detecção do parasita (amastigotas) em aspirados de medula óssea, baço ou linfonodos, ou por testes sorológicos (ELISA, imunofluorescência indireta) e moleculares (PCR).
A Leishmaniose Visceral não tratada pode levar a complicações graves como infecções secundárias (devido à imunossupressão), hemorragias (por trombocitopenia) e caquexia, sendo fatal em muitos casos.
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