FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2020
A leishmaniose tegumentar é uma afecção dermatológica que merece atenção pelo risco de ocorrência de deformidades e também pelo seu envolvimento psicológico, com reflexos no campo social e econômico. É característica da doença:
LTA = ampla distribuição no Brasil, transmissão por vetor, manifestação clínica depende do parasita e resposta imune.
A leishmaniose tegumentar americana (LTA) é endêmica em todas as regiões do Brasil, com transmissão vetorial. Sua apresentação clínica é influenciada tanto pela espécie de Leishmania quanto pela resposta imunológica do hospedeiro, e pode ser considerada ocupacional em áreas de risco.
A leishmaniose tegumentar americana (LTA) é uma doença parasitária de grande relevância no Brasil, com ampla distribuição geográfica e registro de casos em todas as regiões do país. É uma zoonose que afeta tanto humanos quanto animais, e sua epidemiologia é complexa, envolvendo diferentes espécies de parasitas do gênero Leishmania, vetores flebotomíneos e reservatórios animais. A importância clínica reside não apenas nas lesões cutâneas e mucosas, que podem levar a deformidades e estigma social, mas também no impacto econômico e psicossocial. A transmissão da LTA ocorre exclusivamente pela picada de fêmeas de flebotomíneos infectados, que são insetos vetores. O período de incubação pode variar de semanas a meses, e a manifestação clínica é multifatorial, dependendo da espécie de Leishmania (ex: L. braziliensis, L. amazonensis), da resposta imune do indivíduo e de fatores genéticos. A doença pode se apresentar de diversas formas, como cutânea localizada, cutânea difusa, mucocutânea ou disseminada. O diagnóstico da LTA é feito por meio de exames parasitológicos diretos (esfregaço, biópsia), cultura, PCR e testes imunológicos. O tratamento envolve o uso de medicamentos específicos, como antimoniais pentavalentes, anfotericina B e miltefosina, dependendo da forma clínica e da espécie envolvida. A prevenção inclui o controle do vetor, proteção individual e educação em saúde, sendo fundamental para residentes o reconhecimento precoce e o manejo adequado da doença.
A leishmaniose tegumentar é transmitida pela picada de fêmeas de flebotomíneos infectados, popularmente conhecidos como mosquito-palha, birigui ou tatuquira. Não há transmissão direta de pessoa a pessoa.
A manifestação clínica da LTA é determinada pela espécie de Leishmania envolvida, pela resposta imunológica do hospedeiro e por fatores genéticos e ambientais. Isso explica a variabilidade de lesões, desde úlceras únicas até formas mucosas ou difusas.
Em áreas endêmicas, trabalhadores rurais, madeireiros, garimpeiros e outros profissionais que atuam em ambientes silvestres ou de mata estão mais expostos à picada do vetor, o que aumenta o risco de contrair a doença, caracterizando-a como ocupacional.
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