Leishmaniose Tegumentar Americana: Manifestações e Diagnóstico

UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2015

Enunciado

A Leishmaniose Tegumentar Americana é uma infecção não contagiosa, causada por espécies de protozoários do gênero Leishmania. Produz lesões cutâneas e nas mucosas, sendo denominada entre leigos de úlcera de Bauru ou ferida brava. Em relação a esta infecção, considera-se que:

Alternativas

  1. A) as lesões cutâneas caracterizam-se por pápulas e pústulas pruriginosas e dolorosas, que nunca ulceram e são mais comuns em tronco.
  2. B) as lesões nas mucosas iniciam-se com eritema e infiltração nasal, evoluindo com destruição do septo. Podem acometer lábios, palato, gengivas, língua, faringe e laringe.
  3. C) a intradermorreação de Montenegro, se positiva, permite a confirmação do diagnóstico.
  4. D) a droga de escolha para o tratamento são antibióticos da classe das tetraciclinas, por longos períodos, sendo a dose calculada por peso.

Pérola Clínica

LTA mucosa: inicia com eritema/infiltração nasal → destruição septo e acometimento orofaríngeo.

Resumo-Chave

A Leishmaniose Tegumentar Americana pode apresentar formas cutâneas e mucosas. A forma mucosa é grave, frequentemente iniciando no nariz com eritema e infiltração, progredindo para destruição do septo nasal e podendo se estender para outras mucosas da orofaringe. A alternativa B descreve corretamente as características e progressão das lesões mucosas.

Contexto Educacional

A Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) é uma doença parasitária causada por protozoários do gênero Leishmania, transmitida pela picada de flebotomíneos (mosquito-palha). É uma doença de grande importância em saúde pública, com manifestações clínicas que variam desde lesões cutâneas localizadas até formas mucosas graves e desfigurantes. As lesões cutâneas da LTA tipicamente começam como pápulas ou nódulos que evoluem para úlceras crônicas, indolores, com bordas elevadas e fundo granuloso, frequentemente em áreas expostas. A forma mucosa, embora menos comum, é mais grave, iniciando-se geralmente no nariz com eritema e infiltração, progredindo para destruição do septo nasal e podendo se estender para outras áreas da orofaringe e laringe, causando deformidades e comprometimento funcional. O diagnóstico da LTA é feito pela demonstração do parasita (exame parasitológico direto, cultura, PCR) ou por histopatologia. A intradermorreação de Montenegro é um teste de hipersensibilidade tardia que indica contato prévio com o parasita, mas não confirma infecção ativa. O tratamento de escolha são os antimoniais pentavalentes, com dose e duração ajustadas à forma clínica e à espécie de Leishmania. Antibióticos não são eficazes.

Perguntas Frequentes

Quais são as características das lesões cutâneas na Leishmaniose Tegumentar Americana?

As lesões cutâneas da LTA geralmente iniciam como pápulas ou nódulos que evoluem para úlceras de bordas elevadas e fundo granuloso, indolores ou pouco dolorosas, mais comuns em áreas expostas. Elas não são pústulas pruriginosas e dolorosas que nunca ulceram.

Como se manifestam as lesões mucosas na Leishmaniose Tegumentar Americana?

As lesões mucosas, que podem surgir anos após a lesão cutânea primária, frequentemente iniciam no nariz com eritema e infiltração, progredindo para destruição do septo nasal. Podem acometer também lábios, palato, gengivas, língua, faringe e laringe, causando deformidades significativas.

Qual o papel da intradermorreação de Montenegro no diagnóstico da LTA?

A intradermorreação de Montenegro (IDRM) avalia a resposta imune celular ao parasita, indicando contato prévio ou infecção atual. Uma IDRM positiva sugere exposição, mas não confirma infecção ativa, sendo necessária a demonstração do parasita para o diagnóstico definitivo.

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