UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2015
A Leishmaniose Tegumentar Americana é uma infecção não contagiosa, causada por espécies de protozoários do gênero Leishmania. Produz lesões cutâneas e nas mucosas, sendo denominada entre leigos de úlcera de Bauru ou ferida brava. Em relação a esta infecção, considera-se que:
LTA mucosa: inicia com eritema/infiltração nasal → destruição septo e acometimento orofaríngeo.
A Leishmaniose Tegumentar Americana pode apresentar formas cutâneas e mucosas. A forma mucosa é grave, frequentemente iniciando no nariz com eritema e infiltração, progredindo para destruição do septo nasal e podendo se estender para outras mucosas da orofaringe. A alternativa B descreve corretamente as características e progressão das lesões mucosas.
A Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) é uma doença parasitária causada por protozoários do gênero Leishmania, transmitida pela picada de flebotomíneos (mosquito-palha). É uma doença de grande importância em saúde pública, com manifestações clínicas que variam desde lesões cutâneas localizadas até formas mucosas graves e desfigurantes. As lesões cutâneas da LTA tipicamente começam como pápulas ou nódulos que evoluem para úlceras crônicas, indolores, com bordas elevadas e fundo granuloso, frequentemente em áreas expostas. A forma mucosa, embora menos comum, é mais grave, iniciando-se geralmente no nariz com eritema e infiltração, progredindo para destruição do septo nasal e podendo se estender para outras áreas da orofaringe e laringe, causando deformidades e comprometimento funcional. O diagnóstico da LTA é feito pela demonstração do parasita (exame parasitológico direto, cultura, PCR) ou por histopatologia. A intradermorreação de Montenegro é um teste de hipersensibilidade tardia que indica contato prévio com o parasita, mas não confirma infecção ativa. O tratamento de escolha são os antimoniais pentavalentes, com dose e duração ajustadas à forma clínica e à espécie de Leishmania. Antibióticos não são eficazes.
As lesões cutâneas da LTA geralmente iniciam como pápulas ou nódulos que evoluem para úlceras de bordas elevadas e fundo granuloso, indolores ou pouco dolorosas, mais comuns em áreas expostas. Elas não são pústulas pruriginosas e dolorosas que nunca ulceram.
As lesões mucosas, que podem surgir anos após a lesão cutânea primária, frequentemente iniciam no nariz com eritema e infiltração, progredindo para destruição do septo nasal. Podem acometer também lábios, palato, gengivas, língua, faringe e laringe, causando deformidades significativas.
A intradermorreação de Montenegro (IDRM) avalia a resposta imune celular ao parasita, indicando contato prévio ou infecção atual. Uma IDRM positiva sugere exposição, mas não confirma infecção ativa, sendo necessária a demonstração do parasita para o diagnóstico definitivo.
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