IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2021
Paciente de 26 anos procurou Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação de uma ''ferida''. Lesão em região distal de perna, com evolução há mais de 2 meses, arredondada, base eritematosa, infiltrada e de consistência firme, com bordas bem delimitadas e elevadas. O médico cogitou hipótese de leishmaniose cutânea e solicitou exames para confirmação. Sobre a Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA), assinale a alternativa CORRETA:
LTA → Diagnóstico definitivo por métodos parasitológicos (raspado, biópsia, cultura) devido a amplos DDx.
A confirmação laboratorial da Leishmaniose Tegumentar Americana é crucial devido à vasta gama de diagnósticos diferenciais de lesões cutâneas crônicas. Métodos parasitológicos diretos ou indiretos são essenciais para isolar o parasita ou detectar seu DNA.
A Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) é uma doença parasitária causada por protozoários do gênero Leishmania, transmitida por flebotomíneos. Caracteriza-se por lesões cutâneas e mucosas, sendo um importante problema de saúde pública em diversas regiões do Brasil. A apresentação clínica é variada, o que torna o diagnóstico um desafio. O diagnóstico da LTA é complexo e exige alta suspeição clínica, especialmente em pacientes de áreas endêmicas com lesões cutâneas crônicas. A confirmação laboratorial é imperativa, utilizando métodos parasitológicos como exame direto, cultura, histopatologia e PCR, para identificar o parasita ou seu material genético. Isso é vital para diferenciar a LTA de outras condições que causam lesões semelhantes. O tratamento da LTA depende da espécie de Leishmania, da forma clínica e do estado imunológico do paciente, geralmente envolvendo antimonial pentavalente. O prognóstico é bom com tratamento adequado, mas a doença não confere imunidade permanente e reinfecções podem ocorrer. A vigilância epidemiológica e o controle do vetor são essenciais para a prevenção.
Os principais métodos incluem exame direto de esfregaço ou raspado da lesão, cultura em meio específico, histopatologia com pesquisa de amastigotas e PCR para detecção de DNA do parasita.
A confirmação é crucial devido à grande variedade de doenças que podem mimetizar as lesões da LTA, como tuberculose cutânea, paracoccidioidomicose, carcinoma espinocelular e infecções bacterianas atípicas.
Os vetores da LTA são insetos flebotomíneos, popularmente conhecidos como "mosquito-palha" ou "birigui", pertencentes principalmente ao gênero Lutzomyia na América.
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