Leishmaniose Tegumentar: Diagnóstico e Abordagem Clínica

PMC - Prefeitura Municipal de Curitiba / SMS (PR) — Prova 2020

Enunciado

Sobre a Leishmaniose Tegumentar, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) É uma doença infecciosa contagiosa, causada por diferentes espécies de protozoários do gênero Leishmania.
  2. B) A úlcera típica de leishmaniose cutânea é geralmente dolorosa, com bordas mal delimitadas e elevadas ( em moldura), com fundo avermelhado e granulações grosseiras.
  3. C) No caso suspeito de leishmaniose tegumentar recomenda-se encaminhar para realização de exame direto e/ou de teste intradérmico, quando disponível.
  4. D) O antimoniato de N-metilglucamina (antimônio pentavalente), a pentamidina, a anfotericina B não constituem opções terapêuticas para a doença.
  5. E) Não é uma doença de notificação compulsória.

Pérola Clínica

Leishmaniose Tegumentar: Diagnóstico por exame direto (amastigotas) e/ou teste de Montenegro.

Resumo-Chave

O diagnóstico da Leishmaniose Tegumentar Americana é fundamentalmente parasitológico, buscando a visualização das amastigotas em esfregaços ou biópsias da lesão (exame direto). O teste intradérmico de Montenegro é um importante método imunológico auxiliar, indicando contato prévio com o parasita.

Contexto Educacional

A Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) é uma doença infecciosa não contagiosa, causada por diferentes espécies de protozoários do gênero Leishmania e transmitida pela picada de flebotomíneos ("mosquito-palha") infectados. É endêmica em diversas regiões do Brasil e do mundo, com manifestações clínicas que variam desde lesões cutâneas localizadas até formas mucosas graves. A compreensão de sua epidemiologia e formas de transmissão é crucial para a saúde pública. O diagnóstico da LTA é primariamente parasitológico, buscando a visualização das formas amastigotas do parasita em esfregaços, biópsias ou culturas das lesões. O teste intradérmico de Montenegro (IDRM) é um método imunológico que avalia a resposta imune celular ao parasita, sendo útil em casos crônicos ou para inquéritos epidemiológicos, mas não para diagnóstico de infecção ativa em fase inicial. A úlcera típica é indolor, com bordas elevadas e fundo granuloso. O tratamento da LTA depende da espécie de Leishmania, da forma clínica e da gravidade. As principais opções terapêuticas incluem antimoniato de N-metilglucamina (antimônio pentavalente), pentamidina e anfotericina B. A LTA é uma doença de notificação compulsória no Brasil, o que permite o monitoramento e controle epidemiológico. O manejo adequado visa a cura das lesões, prevenção de recidivas e formas mucosas, e redução da transmissão.

Perguntas Frequentes

Quais são os métodos diagnósticos para a Leishmaniose Tegumentar Americana?

O diagnóstico da Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) baseia-se na identificação parasitológica (exame direto, cultura, PCR) ou histopatológica das amastigotas nas lesões. O teste intradérmico de Montenegro (IDRM) é um método imunológico auxiliar que indica contato prévio.

A Leishmaniose Tegumentar é uma doença contagiosa?

Não, a Leishmaniose Tegumentar não é contagiosa. É uma doença infecciosa transmitida por vetores, flebotomíneos ("mosquito-palha"), que inoculam o parasita Leishmania na pele humana.

Quais são as características típicas da úlcera de Leishmaniose Cutânea?

A úlcera típica da leishmaniose cutânea é geralmente indolor, com bordas elevadas e bem delimitadas (em "moldura"), e fundo granuloso e avermelhado. Pode haver secreção serosa ou purulenta, e as lesões podem ser únicas ou múltiplas.

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