UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2023
Homem de 35 anos, morador de área rural, refere lesão intranasal com saída discreta de secreção hemática, pouco dolorosa, há 4 meses. AP: lesão ulcerada na região do queixo de 1,5 cm de diâmetro há três anos, com cicatrização espontânea após alguns meses. Exame físico: ulceração no septo nasal anterior. A principal hipótese diagnóstica é
Lesão nasal + história de úlcera cutânea em área rural → Leishmaniose Tegumentar Americana.
A Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) pode apresentar-se com lesões cutâneas que cicatrizam espontaneamente e, posteriormente, desenvolver lesões mucosas (nasais, orais, faríngeas), que são mais destrutivas e persistentes. A história epidemiológica de área rural é um forte indício.
A Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) é uma doença parasitária endêmica em diversas regiões do Brasil, causada por protozoários do gênero Leishmania e transmitida por flebotomíneos. É uma condição de grande importância para a saúde pública, especialmente em áreas rurais, e seu reconhecimento é fundamental para residentes. A LTA apresenta um espectro clínico variado, desde lesões cutâneas localizadas (úlcera de Bauru), que podem cicatrizar espontaneamente, até formas mucosas mais graves. As lesões mucosas, frequentemente no septo nasal, palato ou faringe, são caracterizadas por ulcerações destrutivas e progressivas, podendo levar a deformidades faciais ("nariz de tapir") e comprometimento funcional. A história de lesão cutânea prévia, mesmo que cicatrizada, em paciente de área endêmica, deve levantar a suspeita. O diagnóstico definitivo é realizado pela identificação do parasita em amostras de tecido, por meio de esfregaço, cultura, histopatologia ou PCR. O tratamento é sistêmico, geralmente com antimoniais pentavalentes, e deve ser instituído precocemente para evitar a progressão das lesões mucosas e suas sequelas. O manejo da LTA exige uma abordagem multidisciplinar e um alto índice de suspeição clínica.
A LTA pode se manifestar como lesões cutâneas (úlcera de Bauru), que podem cicatrizar espontaneamente, e lesões mucosas, geralmente no nariz, boca ou faringe, que são destrutivas e persistentes, causando deformidades.
O diagnóstico é feito pela identificação do parasita (amastigotas) em biópsia da lesão, cultura, PCR ou testes sorológicos. A história clínica e epidemiológica, especialmente em áreas endêmicas, são fundamentais para a suspeita.
A leishmaniose mucosa é grave devido ao seu potencial destrutivo, causando deformidades faciais e comprometimento funcional significativo, como dificuldade respiratória e de deglutição, exigindo tratamento sistêmico e precoce.
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