Leishmaniose Tegumentar: Aspectos Clínicos e Terapêuticos

Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2020

Enunciado

A leishmaniose tegumentar é considerada pela Organização Mundial da Saúde como uma das seis mais importantes doenças infecciosas estando distribuída em quatro continentes (Américas, Europa, África e Ásia). I. No Brasil, há registros de leishmaniose tegumentar apenas em algumas das unidades federadas. II. A leishmaniose tegumentar pode ser considerada uma doença ocupacional. III. De forma geral recomenda-se como primeira escolha no tratamento da leishmaniose mucosa o antimoniato de meglumina preferencialmente associado à pentoxifilina em pacientes maiores de 12 anos. Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)

Alternativas

  1. A) II e III, apenas.
  2. B) I, apenas.
  3. C) II, apenas.
  4. D) I e II, apenas.

Pérola Clínica

Leishmaniose tegumentar: doença ocupacional, tratamento mucosa com antimoniato de meglumina + pentoxifilina (>12 anos).

Resumo-Chave

A leishmaniose tegumentar é uma zoonose de grande importância, podendo ser considerada doença ocupacional em trabalhadores rurais ou de áreas de desmatamento. O tratamento da forma mucosa, que é mais grave, frequentemente envolve antimoniais pentavalentes como o antimoniato de meglumina, com a pentoxifilina sendo um adjuvante em casos específicos para melhorar a resposta.

Contexto Educacional

A leishmaniose tegumentar americana (LTA) é uma doença parasitária causada por protozoários do gênero Leishmania, transmitida pela picada de flebotomíneos ("mosquito-palha"). No Brasil, a LTA é endêmica em todas as regiões, com ampla distribuição geográfica, e sua epidemiologia é complexa, envolvendo diferentes espécies de parasitas, vetores e reservatórios animais. É uma doença de notificação compulsória e um importante problema de saúde pública. A doença pode manifestar-se em diversas formas clínicas, sendo a cutânea e a mucosa as mais comuns. A forma mucosa, em particular, é grave e pode levar a destruição tecidual significativa na face e vias aéreas superiores. Devido à sua ocorrência em áreas rurais e de fronteira agrícola, a LTA é frequentemente associada a atividades laborais, qualificando-a como doença ocupacional para trabalhadores expostos. O tratamento da LTA, especialmente da forma mucosa, é desafiador. Os antimoniais pentavalentes, como o antimoniato de meglumina, são a primeira escolha na maioria dos casos. Em pacientes maiores de 12 anos com leishmaniose mucosa, as diretrizes brasileiras recomendam a associação de pentoxifilina ao antimoniato de meglumina, visando potencializar a resposta terapêutica e modular a inflamação, contribuindo para melhores desfechos clínicos.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais formas clínicas da leishmaniose tegumentar?

As principais formas clínicas são a cutânea (localizada, difusa, disseminada), a mucocutânea (ou mucosa) e a cutânea recidivante. A forma mucosa é a mais grave e destrutiva.

Por que a leishmaniose tegumentar pode ser considerada uma doença ocupacional?

É considerada doença ocupacional porque a exposição ao vetor (flebotomíneo) ocorre frequentemente em ambientes de trabalho como áreas rurais, florestais, de desmatamento ou de construção, onde há contato com reservatórios animais e vetores.

Qual o papel da pentoxifilina no tratamento da leishmaniose mucosa?

A pentoxifilina é utilizada como adjuvante ao antimoniato de meglumina no tratamento da leishmaniose mucosa em pacientes maiores de 12 anos, com o objetivo de modular a resposta inflamatória e melhorar a cicatrização das lesões.

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