INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2021
Um homem de 40 anos de idade, que trabalha com extrativismo florestal no interior do estado do Amazonas, onde passa a maior parte do ano, procurou atendimento médico em Unidade Básica de Saúde devido à lesão exulcerada em tórax há 6 meses, evoluindo com aumento progressivo. Ao exame físico, não apresenta alterações, exceto a lesão única abaixo, a qual foi biopsiada.O resultado do exame histopatológico esperado para esse caso e o tratamento proposto devem ser
Lesão cutânea exulcerada em extrativista do Amazonas → Leishmaniose cutânea = amastigotas em granulomas, tratar com N-metilglucamina.
O quadro clínico de lesão exulcerada crônica em um indivíduo que trabalha em área de floresta na Amazônia é altamente sugestivo de leishmaniose cutânea. O diagnóstico histopatológico típico revela infiltrado inflamatório com granulomas e a presença de formas amastigotas de Leishmania. O tratamento de primeira linha no Brasil para leishmaniose cutânea é a N-metilglucamina (antimoniato de meglumina).
A leishmaniose cutânea é uma doença parasitária endêmica em diversas regiões do Brasil, especialmente na Amazônia, causada por protozoários do gênero Leishmania e transmitida pela picada de flebotomíneos ("mosquito-palha"). É uma condição importante na saúde pública devido à sua prevalência e ao impacto na qualidade de vida dos pacientes. O quadro clínico típico envolve lesões cutâneas que podem ser pápulas, nódulos, úlceras ou placas, muitas vezes com bordas elevadas e fundo granuloso, que evoluem cronicamente. O diagnóstico da leishmaniose cutânea baseia-se na suspeita clínica, no histórico epidemiológico (exposição em áreas de risco) e na confirmação laboratorial. O exame histopatológico da biópsia da lesão é um método diagnóstico fundamental, revelando um infiltrado inflamatório crônico com formação de granulomas e, caracteristicamente, a presença de macrófagos contendo as formas amastigotas do parasita. Outros métodos incluem a pesquisa direta de parasitas, cultura e PCR. O tratamento da leishmaniose cutânea no Brasil é guiado por protocolos do Ministério da Saúde. A N-metilglucamina (antimoniato de meglumina) é o fármaco de primeira escolha, pertencente à classe dos antimoniais pentavalentes, administrado por via intramuscular ou intravenosa. A escolha do tratamento e a duração dependem da espécie de Leishmania, da extensão e localização das lesões, e da presença de complicações. É essencial que o residente esteja familiarizado com essa patologia, comum em certas regiões do país.
Na leishmaniose cutânea, a biópsia da lesão geralmente revela um infiltrado inflamatório crônico com formação de granulomas, e a presença de macrófagos contendo as formas amastigotas do parasita Leishmania, que são estruturas arredondadas intracelulares.
No Brasil, o tratamento de primeira linha para a leishmaniose cutânea é o antimoniato de meglumina (N-metilglucamina), administrado por via parenteral. Outras opções incluem anfotericina B e miltefosina, dependendo da espécie de Leishmania e da gravidade do caso.
O histórico epidemiológico, como residência ou trabalho em áreas endêmicas (ex: Amazônia) com exposição a vetores (flebotomíneos), é crucial para levantar a suspeita de leishmaniose cutânea em pacientes com lesões cutâneas crônicas e exulceradas, guiando a investigação diagnóstica.
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