Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2020
Em relação aos tumores benignos do útero, é INCORRETO afirmar que:
Suspeita de leiomiossarcoma uterino → morcelamento contraindicado, pois pode disseminar células tumorais.
O morcelamento, técnica de fragmentação de tecido, é estritamente contraindicado em casos de suspeita de leiomiossarcoma uterino. Essa prática pode levar à disseminação de células malignas na cavidade peritoneal, comprometendo o prognóstico da paciente e dificultando o tratamento subsequente.
Os tumores uterinos benignos, como os leiomiomas (miomas), são extremamente comuns, mas o diagnóstico diferencial com sarcomas uterinos, especialmente o leiomiossarcoma, é crucial devido ao seu prognóstico desfavorável. O leiomiossarcoma é um tumor raro, mas agressivo, que pode mimetizar um mioma, apresentando-se como uma massa miometrial e frequentemente associado a sangramento uterino anormal. Um ponto crítico na conduta é a contraindicação do morcelamento (fragmentação do tecido) em casos de suspeita de leiomiossarcoma. O morcelamento pode inadvertidamente disseminar células malignas na cavidade abdominal, transformando um tumor potencialmente localizado em uma doença disseminada, com consequências devastadoras para o prognóstico da paciente. A ressecção em bloco é a técnica preferencial quando há qualquer suspeita de malignidade. O tratamento cirúrgico dos miomas deve considerar não apenas o tamanho do tumor, mas também a relação com os sintomas da paciente, incluindo sangramento uterino anormal e sintomas urinários ou compressivos. A vigilância e a suspeita clínica são essenciais para identificar casos atípicos que possam indicar malignidade e guiar a conduta cirúrgica apropriada.
Sinais de alerta incluem crescimento rápido de uma massa uterina em mulheres na pós-menopausa, sangramento uterino anormal persistente, dor pélvica e, em alguns casos, sintomas compressivos.
O morcelamento fragmenta o tumor, o que pode levar à disseminação de células malignas para a cavidade peritoneal, resultando em implantes tumorais e piora significativa do prognóstico.
A diferenciação pré-operatória é desafiadora. Características como crescimento rápido, idade avançada e achados de imagem específicos podem levantar suspeita, mas o diagnóstico definitivo é histopatológico após a ressecção.
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