Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2021
O sarcoma uterino MAIS comum é:
Sarcoma uterino MAIS comum = Leiomiossarcoma.
O leiomiossarcoma é o tipo mais frequente de sarcoma uterino, um tumor maligno agressivo que se origina do músculo liso do útero. É importante diferenciá-lo dos leiomiomas benignos, embora a distinção pré-operatória seja desafiadora.
Os sarcomas uterinos são um grupo heterogêneo de tumores malignos raros, mas agressivos, que se originam do tecido conjuntivo ou muscular do útero. Dentre eles, o leiomiossarcoma uterino é o tipo mais comum, representando a maioria dos sarcomas uterinos e uma pequena porcentagem de todas as neoplasias malignas do útero. Sua importância clínica reside na dificuldade diagnóstica pré-operatória e no prognóstico geralmente desfavorável. O leiomiossarcoma se desenvolve a partir das células musculares lisas do miométrio. Diferenciá-lo de um leiomioma benigno é um desafio, pois ambos podem apresentar sintomas semelhantes, como sangramento uterino anormal, dor pélvica e massa abdominal. O crescimento rápido de uma massa uterina, especialmente em mulheres pós-menopausa, deve levantar a suspeita de leiomiossarcoma. O diagnóstico definitivo é histopatológico, com critérios como atipia celular, atividade mitótica e necrose tumoral. O tratamento primário para o leiomiossarcoma uterino é cirúrgico, geralmente histerectomia total com salpingo-ooforectomia bilateral. A quimioterapia e a radioterapia podem ser consideradas em casos de doença avançada ou adjuvância, mas sua eficácia é limitada. O prognóstico é determinado principalmente pelo estadiamento da doença no momento do diagnóstico, sendo a recorrência comum e a sobrevida em cinco anos relativamente baixa.
Leiomiomas são tumores benignos do músculo liso uterino, muito comuns. Leiomiossarcomas são tumores malignos raros e agressivos, que se originam de novo ou, menos frequentemente, por transformação maligna de um leiomioma preexistente.
Os fatores de risco não são bem estabelecidos, mas incluem idade avançada, uso prévio de tamoxifeno e radioterapia pélvica. Não há relação clara com a obesidade ou paridade, como nos leiomiomas.
O diagnóstico definitivo é histopatológico, geralmente após histerectomia. Suspeita-se clinicamente em mulheres com crescimento uterino rápido pós-menopausa, sangramento uterino anormal ou massa pélvica. Imagens podem sugerir, mas não são diagnósticas.
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