Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2026
Dentre as doenças que afligem as mulheres, é correto afirmar que as que mais comumente atingem o útero são os miomas e que:
Miomas subserosos → assintomáticos/compressivos; Submucosos/Intramurais → sangramento uterino anormal.
Os miomas são tumores benignos de músculo liso. A localização dita a clínica: subserosos raramente causam sangramento, enquanto submucosos são os principais vilões do fluxo aumentado.
A leiomiomatose uterina é a neoplasia benigna mais comum do trato reprodutor feminino, originando-se de células musculares lisas do miométrio. A classificação da FIGO (0 a 8) é essencial para o planejamento terapêutico, dividindo-os em submucosos, intramurais e subserosos. A fisiopatologia envolve fatores genéticos e influência hormonal (estrogênio e progesterona), explicando por que regridem na menopausa. O diagnóstico é primariamente ultrassonográfico, mas a ressonância magnética é superior para mapeamento pré-operatório. O tratamento varia desde observação em assintomáticas até intervenções cirúrgicas como miomectomia ou histerectomia, dependendo do desejo reprodutivo e da gravidade dos sintomas.
O mioma subseroso localiza-se na superfície externa do útero, abaixo do peritônio visceral. Devido a essa posição, ele raramente interfere na cavidade endometrial ou na contratilidade uterina, não causando sangramento uterino anormal (SUA). Seus sintomas são predominantemente compressivos (bexiga ou reto) ou dor pélvica. Já o mioma submucoso protrui para a cavidade endometrial, distorcendo-a e aumentando a superfície de sangramento, sendo a causa mais comum de menorragia e infertilidade relacionada a miomas.
O risco de transformação maligna de um leiomioma para leiomiossarcoma é extremamente baixo, estimado em cerca de 0,1% a 0,5%. Antigamente, o 'crescimento rápido' era usado como critério para cirurgia por medo de malignidade, mas estudos mostram que a maioria dos tumores de crescimento rápido em mulheres na pré-menopausa ainda são benignos. A suspeita de malignidade deve ser maior em mulheres na pós-menopausa com crescimento uterino novo ou sangramento atípico.
Miomas intramurais localizam-se na espessura do miométrio. Eles causam sangramento uterino anormal (SUA) por três mecanismos principais: aumento da superfície total do endométrio, interferência na contratilidade miometrial normal (que ajuda na hemostasia durante a menstruação) e congestão venosa do plexo miometrial. Quando atingem grandes dimensões ou distorcem a cavidade (FIGO 3), o impacto no fluxo menstrual é significativamente maior.
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