IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020
Uma mulher de 47 anos, G3P3, da raça negra, refere menstruações prolongadas e em volume abundante e realizou laqueadura tubária no último parto. Ao toque vaginal, útero de dimensões aumentadas. A ultrassonografia pélvica e transvaginal revelou volume uterino aumentado (180cm3) e presença de 4 nódulos sólidos bem delimitados na espessura do miométrio, com diâmetros médios de 3,5cm, 2,1cm, 1,1cm e 0,9cm, respectivamente. É correto afirmar que:
Miomas uterinos → Crescimento estrogênio-dependente, mas opções terapêuticas hormonais (esteroides sexuais) podem controlar sintomas, não curar.
Os miomas uterinos são tumores benignos estrogênio-dependentes. Embora a histerectomia seja curativa, diversas opções terapêuticas hormonais, como progestágenos, análogos do GnRH e moduladores seletivos do receptor de progesterona (SPRMs), podem ser utilizadas para controlar os sintomas (sangramento, dor) e reduzir o volume dos miomas, oferecendo uma alternativa à cirurgia, mas sem serem curativas.
Os leiomiomas uterinos, comumente conhecidos como miomas, são os tumores benignos mais frequentes do trato genital feminino. Sua prevalência é alta, especialmente em mulheres na idade reprodutiva e de raça negra, como no caso apresentado. São caracterizados por serem estrogênio-dependentes, o que explica seu crescimento durante a idade fértil e sua regressão após a menopausa. Os sintomas mais comuns incluem sangramento uterino anormal (menorragia), dor pélvica, infertilidade e sintomas compressivos. O manejo dos miomas é individualizado e depende da idade da paciente, desejo de fertilidade, tamanho e localização dos miomas, e gravidade dos sintomas. Embora a histerectomia seja o tratamento definitivo e curativo, diversas opções terapêuticas médicas estão disponíveis para controlar os sintomas e, em alguns casos, reduzir o volume dos miomas. Estas incluem progestágenos (para controle do sangramento), análogos do GnRH (que induzem um estado de hipoestrogenismo e reduzem o tamanho dos miomas temporariamente), e moduladores seletivos do receptor de progesterona (SPRMs). É fundamental que o residente compreenda que, embora essas terapias hormonais possam ser muito eficazes no controle dos sintomas e na melhoria da qualidade de vida, elas não são curativas. A interrupção do tratamento geralmente leva à recorrência dos sintomas e ao crescimento dos miomas. Portanto, a escolha do tratamento deve ser discutida com a paciente, ponderando os benefícios e riscos de cada abordagem, e considerando a possibilidade de intervenções cirúrgicas (miomectomia ou histerectomia) quando as terapias médicas falham ou não são apropriadas.
Os sintomas mais comuns dos miomas uterinos incluem sangramento uterino anormal (menorragia, metrorragia), dor pélvica, sensação de peso ou pressão, e sintomas compressivos em órgãos adjacentes como bexiga ou reto.
Os análogos do GnRH induzem um estado de hipoestrogenismo, o que leva à redução do tamanho dos miomas e ao controle do sangramento. São frequentemente usados como terapia pré-operatória ou para controle sintomático temporário.
Não, a histerectomia é uma opção definitiva, mas não é sempre a primeira escolha. O tratamento deve ser individualizado, considerando a gravidade dos sintomas, o desejo da paciente, o tamanho e a localização dos miomas, e a resposta a terapias menos invasivas.
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