HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2023
Mulher, 35 anos de idade, com sangramento uterino anormal há 1 ano, secundigesta secundípara, tendo realizado laqueadura tubária há 8 anos. Durante a investigação foram encontrados 3 leiomiomas uterinos submucosos com componente intramural. Realizou tratamento clínico sem sucesso com manutenção do sangramento. Entre as seguintes propostas terapêuticas, a mais adequada é:
Mulher com prole completa e leiomiomas submucosos/intramurais sintomáticos refratários → Histerectomia é a opção mais definitiva.
Para mulheres com prole completa, sangramento uterino anormal persistente devido a leiomiomas submucosos com componente intramural, e falha do tratamento clínico, a histerectomia laparoscópica oferece a solução mais definitiva e eficaz. A miomectomia histeroscópica pode ser limitada pela extensão intramural, e a embolização, embora menos invasiva, pode não ser tão resolutiva quanto a histerectomia neste cenário.
Leiomiomas uterinos, também conhecidos como miomas, são tumores benignos do músculo liso do útero, extremamente comuns em mulheres em idade reprodutiva. Eles podem causar uma variedade de sintomas, sendo o sangramento uterino anormal (menorragia, metrorragia) um dos mais frequentes e debilitantes. A localização dos miomas, especialmente os submucosos com componente intramural, é um fator determinante na gravidade dos sintomas e na escolha do tratamento. Para pacientes que já completaram sua prole e apresentam sintomas refratários ao tratamento clínico, a decisão terapêutica deve considerar a eficácia e a definitividade. A miomectomia, seja histeroscópica ou laparoscópica, visa preservar o útero, sendo mais indicada para mulheres que desejam engravidar. No entanto, para miomas com componente intramural significativo, a miomectomia histeroscópica pode ser incompleta ou inviável, e a laparoscópica, embora eficaz, ainda pode ter risco de recorrência. A histerectomia, por outro lado, oferece a solução definitiva para os sintomas e a prevenção de recorrências, sendo uma opção altamente eficaz para mulheres com prole completa e que não desejam mais preservar o útero. A abordagem laparoscópica minimiza a invasividade e acelera a recuperação. A embolização de artérias uterinas é uma alternativa minimamente invasiva, mas sua eficácia a longo prazo e a resolução completa dos sintomas podem ser inferiores à histerectomia em casos selecionados.
As opções de tratamento variam desde o manejo clínico (hormonal, anti-inflamatórios) até intervenções cirúrgicas como miomectomia (histeroscópica ou laparoscópica), histerectomia e procedimentos menos invasivos como a embolização de artérias uterinas. A escolha depende da idade da paciente, desejo de gestação, tamanho e localização dos miomas, e gravidade dos sintomas.
A histerectomia é considerada a opção mais adequada para mulheres com prole completa, sintomas graves e refratários ao tratamento clínico, ou em casos de leiomiomas múltiplos e grandes que comprometem significativamente a qualidade de vida. Ela oferece a cura definitiva para os sintomas relacionados aos miomas.
A miomectomia histeroscópica é indicada para miomas submucosos que se projetam para a cavidade uterina, sendo realizada por via vaginal. A miomectomia laparoscópica é utilizada para miomas intramurais ou subserosos, acessada por pequenas incisões abdominais, preservando o útero e a fertilidade.
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