UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2024
Mulher, 35 anos, sexualmente ativa, contracepção com condom, nuligesta, apresenta queixa de aumento da duração e do fluxo menstrual progressivas há 6 meses. Exame ginecológico: útero em anteroversoflexão (AVF), tamanho normal, móvel, indolor; colo posterior, móvel indolor; anexos impalpáveis. Ecografia transvaginal: imagem uterina corporal, hipoecogênica, de contornos bem definidos, lobulados, medindo 2cm no maior diâmetro desviando o eco endometrial posteriormente. Vídeohisteroscopia diagnóstica: abaulamento em parede uterina anterior, de aproximadamente 2cm, com componente intracavitário superior a 50%. A principal hipótese diagnóstica é:
Mulher jovem com sangramento uterino anormal + massa hipoecogênica lobulada no útero com componente intracavitário → Leiomioma uterino.
A queixa de aumento de duração e fluxo menstrual progressivos (menorragia) em mulher jovem é um sintoma clássico de leiomioma uterino. A ultrassonografia descreve uma massa hipoecogênica, bem definida e lobulada, compatível com mioma. A videohisteroscopia confirma o componente intracavitário, que é o tipo de mioma mais associado a sangramentos.
O leiomioma uterino, também conhecido como mioma, é o tumor benigno mais comum do trato genital feminino, afetando cerca de 20-40% das mulheres em idade reprodutiva. É uma neoplasia monoclonal de músculo liso do miométrio, cuja etiologia está ligada a fatores genéticos e hormonais. Os sintomas variam conforme o tamanho, número e localização dos miomas, sendo o sangramento uterino anormal (menorragia e metrorragia) o mais frequente. O diagnóstico é feito com base na história clínica, exame físico e, principalmente, exames de imagem. A ecografia transvaginal é o método de escolha, identificando os miomas como massas hipoecogênicas, bem delimitadas e com contornos lobulados no miométrio. A videohisteroscopia é crucial para avaliar miomas submucosos, que são aqueles que se projetam para a cavidade endometrial e são os mais associados a sangramentos intensos. O tratamento depende dos sintomas, tamanho do mioma, desejo de gestação e idade da paciente. Pode variar desde o manejo expectante, tratamento medicamentoso (hormonal ou não hormonal) até intervenções cirúrgicas como miomectomia (preservando o útero) ou histerectomia. É fundamental diferenciar o leiomioma de outras causas de sangramento uterino anormal, como pólipos endometriais ou adenomiose.
Os sintomas mais comuns incluem sangramento uterino anormal (menorragia, metrorragia), dor pélvica, sensação de peso ou pressão, e sintomas compressivos em órgãos adjacentes como bexiga ou reto.
A ecografia transvaginal é o principal método de imagem, revelando o leiomioma como uma massa bem definida, hipoecogênica ou heterogênea, dentro do miométrio ou projetando-se para a cavidade endometrial ou serosa.
A videohisteroscopia é essencial para avaliar miomas submucosos, que são aqueles com componente intracavitário. Ela permite visualizar diretamente o mioma, determinar seu tamanho e extensão para a cavidade, e planejar a ressecção histeroscópica.
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