Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2020
As afecções benignas do corpo uterino, muito incidentes, são importantes causas de cirurgias pélvicas e podem afetar bastante a qualidade de vida das mulheres. Sobre essas afecções, é correto afirmar que
Leiomiomas = tumores monoclonais com ↑ receptores estrogênio/progesterona, causando sangramento, especialmente na pré-menopausa.
Leiomiomas uterinos são tumores benignos, monoclonais, que possuem maior concentração de receptores de estrogênio e progesterona em comparação ao miométrio normal. Essa característica hormonal explica seu crescimento e a exacerbação dos sintomas, como sangramento uterino anormal, principalmente durante o período reprodutivo e pré-menopausa, quando há flutuações hormonais mais intensas.
As afecções benignas do corpo uterino, como leiomiomas e adenomiose, são extremamente prevalentes e representam uma parcela significativa das cirurgias pélvicas, impactando a qualidade de vida de muitas mulheres. Os leiomiomas, também conhecidos como miomas, são os tumores benignos mais comuns do trato genital feminino, afetando até 70% das mulheres em idade reprodutiva. A adenomiose, por sua vez, é a presença de tecido endometrial dentro do miométrio. Os leiomiomas são tumores monoclonais que se desenvolvem a partir de uma única célula muscular lisa do miométrio. Sua fisiopatologia está intrinsecamente ligada à ação hormonal, possuindo uma densidade de receptores de estrogênio e progesterona significativamente maior que o miométrio adjacente. Essa característica explica seu crescimento durante a idade reprodutiva e a exacerbação dos sintomas, como sangramento uterino anormal e dor pélvica, especialmente no período pré-menopausa, quando as flutuações hormonais são mais intensas. A adenomiose, embora também influenciada por hormônios, tem fatores de risco distintos, como multiparidade e cirurgias uterinas prévias, e pode causar dismenorreia intensa e infertilidade. O diagnóstico dessas condições é primariamente clínico e ultrassonográfico. O manejo varia desde a observação até tratamentos medicamentosos (agonistas de GnRH, moduladores seletivos de receptores de progesterona) e cirúrgicos (miomectomia, histerectomia). É fundamental que o residente compreenda a fisiopatologia e as opções terapêuticas para oferecer o melhor cuidado às pacientes, considerando a preservação da fertilidade e a qualidade de vida. A diferenciação entre leiomiomas e sarcomas é um desafio, e a suspeita de malignidade deve levar a uma investigação mais aprofundada, geralmente após a remoção cirúrgica.
Os leiomiomas são tumores benignos que possuem uma quantidade maior de receptores de estrogênio e progesterona em suas células do que o miométrio normal. Isso os torna sensíveis às flutuações hormonais, crescendo sob estímulo estrogênico e progestagênico, e regredindo após a menopausa.
O sangramento uterino anormal nos leiomiomas pode ser causado por diversos fatores, incluindo o aumento da superfície endometrial, compressão de vasos sanguíneos, alterações na contratilidade uterina e desregulação de fatores de crescimento e angiogênese, todos influenciados pela ação hormonal.
A diferenciação definitiva entre leiomiomas e sarcomas é histopatológica. Embora o crescimento rápido possa levantar suspeita de sarcoma, não é um critério diagnóstico isolado. A biópsia endometrial não é eficaz para diagnosticar sarcomas, que se originam do miométrio.
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