UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2025
Paciente de 35 anos de idade, com queixa de sangramento uterino aumentado de fluxo e duração durante as menstruações há 12 meses, vem a consulta com exame de ultrassonografia transvaginal evidenciando útero antevertido, com presença de lesão nodular característica de leiomioma do útero classificada como FIGO 2. A paciente apresenta desejo de uma gestação futura. A melhor conduta para o caso é:
Mioma FIGO 2 (submucoso com >50% intramural) em paciente com desejo gestacional e sangramento → Miomectomia histeroscópica.
Miomas submucosos (FIGO 0, 1 e 2) são a principal causa de sangramento uterino anormal e podem afetar a fertilidade. A miomectomia histeroscópica é a abordagem de escolha para miomas submucosos, especialmente em pacientes com desejo de gestação, pois remove o mioma preservando o útero e a capacidade reprodutiva. O mioma FIGO 2 tem mais de 50% de sua massa intramural, mas ainda é acessível por histeroscopia.
Os leiomiomas uterinos, ou miomas, são os tumores benignos mais comuns do trato genital feminino, afetando uma grande porcentagem de mulheres em idade reprodutiva. Eles são uma causa frequente de sangramento uterino anormal, dor pélvica e, em alguns casos, infertilidade. A compreensão da sua classificação e do impacto na fertilidade é fundamental para residentes. A classificação FIGO (Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia) é crucial para guiar a conduta. Miomas submucosos (FIGO 0, 1 e 2) são aqueles que se projetam para a cavidade uterina, sendo os mais associados a sangramento e problemas de fertilidade. O diagnóstico é feito principalmente por ultrassonografia transvaginal, que permite a localização e medição do mioma. Para pacientes com miomas submucosos (como o FIGO 2) e desejo de gestação, a miomectomia histeroscópica é a conduta de escolha. Este procedimento minimamente invasivo permite a remoção do mioma através do canal cervical, preservando a integridade uterina e a capacidade reprodutiva. Outras opções como histerectomia ou embolização da artéria uterina são geralmente contraindicadas para pacientes que desejam engravidar.
A classificação FIGO descreve a localização do mioma em relação à parede uterina. Miomas submucosos (FIGO 0, 1, 2) são os que mais causam sangramento e infertilidade e são tratados preferencialmente por histeroscopia. Miomas intramurais (FIGO 3, 4, 5) e subserosos (FIGO 6, 7) geralmente requerem miomectomia laparoscópica ou laparotômica, dependendo do tamanho e número.
A miomectomia histeroscópica é indicada para miomas submucosos (FIGO 0, 1 e 2) que causam sangramento uterino anormal, dor pélvica ou infertilidade, especialmente em pacientes que desejam preservar o útero e a fertilidade.
Em pacientes com desejo de gestação, a miomectomia (histeroscópica para submucosos, laparoscópica/laparotômica para outros) é a opção preferencial para remover os miomas e preservar o útero. Outras opções como embolização da artéria uterina ou histerectomia geralmente não são indicadas devido ao impacto na fertilidade.
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